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Encerrada a Assembleia “Família na África de hoje”: conclusões

Brazzaville – Congo (Quinta-feira, 17-07-2014, Gaudium Press) – A família é a célula mater (mãe) da sociedade. Em todos os tempos foi o bastião de integração entre o indivíduo e a sociedade. Tem ela sido objeto de atenção de vários papas e muito especialmente do Papa Francisco, que convocou um Sínodo a ser realizado no Vaticano entre 5 a 19 de outubro, desse ano.

Participando dessa mesma preocupação os bispos da ACERAC (Associações das Conferências Episcopais da África Central ) realizaram na primeira quinzena do mês de julho na cidade de Brazzaville (República do Congo) a 10 Assembleia plenária com o tema: “Família na África de hoje”.

Na festa de Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho, emitiram um documento do resultado desses dias de estudos e oração.

A importância da família, hoje

Mostram a importância da família cristã em nossos dias, pois ela constituiu a fonte onde se edifica a sociedade, dessa forma é dever “promove-la, protege-la e defende-la”. É no seio familiar que a pessoa nasce, se torna ser e tem seu destino. É dentro dela que se ganha um nome, se é reconhecido e identificado, para depois ser introduzido no complexo relacionamento do bem viver. Lá se recebe a primeira educação. Conclui-se que é um lugar onde preponderantemente se tem as primeiras experiências humanas, isso sobretudo e particularmente no contexto africano.

A crise da família

Os participantes da conferência apontam ataques a instituição familiar que é um denominador comum, em todo mundo. Especialmente entre eles enumeram a tensões sócios políticas que repercutem de maneira insidiosa na célula familiar. Afirma o documento que há uma influência da civilização contemporânea que “marcada de um utilitarismo, individualismo e a gratuidade que faz a essência do amor a se esvanecer, ao proveito de negócios”. São corroídos, desse modo, os valores tradicionais familiares, por situações sexuais que outrora eram marginalizadas e querem ser atualmente reconhecidas, autenticadas e legalizadas.

A família cristã

Os signatários do documento mostram que essa crise, ou esses elementos que correm a instituição da família afeta particularmente o casamento católico. Abordam o especial papel da Igreja como Mãe e Mestra e lembra que a pessoa humana é chamada fundamentalmente para o amor. Pois o homem criado a imagem e semelhança de Deus, essa pessoa, vive um mistério de abertura com os outros e de comunhão. Ora, “isso é precisamente na família que se realiza, essa vocação de maneira privilegiada. E onde decorre que a primeira definição de família é: uma comunidade de vida e amor”. Trata-se de uma comunidade de pessoas, que é a primeira célula da sociedade humana. Lá o ser humano encontra sua raiz, seu lugar de origem de sua vida e seu desenvolvimento, não somente pelo lado natural que é tão importante, mas também na Igreja-Família de Deus. A este título é que a família significa ao mesmo tempo lugar e onde passa o futuro da humanidade que é a Igreja. Aponta à importância do sacramento matrimonial, ponto de união e de proteção contra os fatores que tentam desagregar essa sociedade instituída por Deus.

Os bispos reunidos, em Brazzaville, propõem 21 pontos como conclusão da Assembleia da ACERAC. Entre eles fortificar e reestruturar a pastoral familiar nas diferentes dioceses e conferências episcopais. Aprimorar a preparação ao casamento, pois casamento é uma vocação. Começar no seio familiar e mais proximamente no noivado. Essa preparação deve ser assegurada conjuntamente com a família, os padres e pastorais familiares. Ensinar um verdadeiro sentido do amor, não utilitário, egoísta, mas trazer o sentido de doação. Resistir aos ataques de seitas que procuram desestabilizar a harmonia familiar causando divisão. Cuidar da educação dos filhos, que cabe inicialmente aos pais. Nutrir a vida espiritual em família como ensina o Ato dos apóstolos e promover o celibato cristão. Conclui os bispos, que se deve unir-se para combater a crise que “não é necessariamente negativa. Ela pode mesmo ser estruturada e bem gerida. As dificuldades vividas pelas famílias de hoje, são provavelmente um chamado do Espirito Santo, para essa reestruturação e promoção da família em geral, da família cristã em particular dentro da nova evangelização. Que a Sagrada Família continue a inspirar e a proteger nossas famílias para que continuem a refletir a imagem da família trinitária. (JSG)

Da Redação – Com informação da “Association des Conferences Espiscopales de la Region de L’ Áfrique Centrale”

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