Acompanhar os jovens casais antes e após o Matrimônio
Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 27-06-2014, Gaudium Press) – O documento preparatório do próximo sínodo dos Bispos sobre a família foi apresentado na manhã de quinta-feira, no Vaticano. O Sínodo será realizado entre os dias 5 e 19 de outubro próximo. Os desafios que enfrenta a família em nossos dias foram objeto de um questionário composto por 39 questões enviadas a todas as dioceses do mundo tratando da explosão de divórcio, as famílias monaparentais, coabitações fora do casamento e união de pessoas do mesmo sexo.
O Cardeal francês André Vingt-Trois, presidente delegado do Sínodo, advertiu que a questão de divorciados e recasados “não deverá ocupar todo o campo de atenção do Sínodo.”
“A verdadeira urgência pastoral é de permitir aos que vivem grandes sofrimentos curar suas feridas e começar a caminhar com toda a comunidade eclesial “, declarou Dom Bruno Forte, bispo de Chieti Vasto e secretário especial do Sínodo, fazendo clara alusão aqueles cujo casamento fracassou.
No documento preparatório é enfatizada a preparação para o matrimónio sério, a importância do apoio aos casais após o casamento e a criação e educação dos filhos.
Foram palavras de Dom Forte quando interrogado por Jean-Baptiste Cocagne:
Sem dúvida existe uma crise da família, especialmente no mundo ocidental. Mas também existe um desejo, uma expectativa, especialmente no coração da juventude. E isso impressiona porque, nesta mesma sociedade ocidental onde a crise é evidente, existe o desejo, a esperança e a expectativa de uma verdadeira união da família que pode ser um regaço que acolhe um mundo que ama a vida.
Perguntado sobre se, além da preparação dos jovens casais para o matrimônio, deveria haver também um acompanhamento após o casamento, Dom Forte disse:
Isto é muito importante porque a história do amor conjugal não é só uma história de antes do casamento. Pode-se dizer também que é sobretudo a história do “após” o casamento porque surge o desafio de fidelidade, o desafio da fecundidade, o desafio da vida cotidiana, que ainda é o lugar para nossa conversão e santificação.
O secretário especial do Sínodo disse que, nas respostas aos questionários enviados, o que mais o surpreendeu foi a questão da fidelidade. Sobre ela não se fechou os olhos. E isto ajuda muito porque eu creio que uma Igreja que escuta é uma Igreja que ama.
Da Redação, com informações Rádio Vaticana
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