Igreja na Bolívia faz chamado a reinado social da Eucaristia
La Paz – Bolívia (Quarta-feira, 25-06-2014, Gaudium Press) Igreja Viva, informativo da Igreja Católica na Bolívia, destacou o chamado realizado através de um artigo de opinião no diário La Patria, que propõem o reinado social da Eucaristia, através do retorno a profunda devoção dos crentes, diminuída nos anos recentes pela exaltação do homem sobre as realidades sagradas.
“Jesus é adorado por aqueles que lhe amam de verdade”, recordou Germán Mazuelo, autor do texto. “Dia e noite o adoram os anjos. O adoraram os pastores e os magos. O adoraram Maria de Betânia e a pecadora perdoada. O adoraram os santos e os mártires de todos os tempos”. Para o redator, o descuido dos fiéis deste fundamental dever de adoração é obra do maligno, que “não cessa de trabalhar para desviar a adoração”, e que conseguiu enganar aos homens para buscar uma só sociedade cada vez mais distante de Deus.
Só a Eucaristia pode sanar a sociedade
O redator denunciou as fortes tendências secularizantes, que atacam diretamente a Igreja, e que pretendem substituir a Deus com uma imagem exagerada do homem. “O coração humano foi criado para adorar a Deus”, afirmou o colunista. “Se alguém decide auto-adorar-se, ou adorar a qualquer outra pessoa ou coisa, não terá satisfação e é infeliz”. Por este motivo, denunciou a gravidade do erro daqueles que reduzem o valor do Sacramento da Eucaristia e o vem como uma simples assembleia de crentes.
“Se a Missa se converte em uma celebração ‘horizontal’, imanente, sem transcendência, o sacrifício de Jesus se volta então somente uma ideia, e, quando a relação dos fiéis com a Santíssima Eucaristia se debilita ou desaparece, se perde também a vida divida nos crentes”, alertou Mazuelo. Esta perda afeta todas as realidades e “só pode ser sanada pela mesma Eucaristia, porque o cristão que na Eucaristia foi transformado em corpo de Cristo, o leva em si mesmo e desse modo o introduz ao mundo”.
O redator recordou as palavras do Papa Pio XI em sua Encíclica Quas Primas, que descreveu o efeito restaurador da festa litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo. “Quando veio o resfriamento na reverência e o culto ao Santíssimo Sacramento, se instituiu a festa do Corpus Christi, para que com a solenidade das procissões públicas e as orações prolongadas durante toda a oitava seguinte se reaviva-se nos fiéis a adoração pública do Senhor”, afirmou o Pontífice.
Mazuelo recorda que no mesmo documento o Papa descreve as características da origem do reinado de Cristo, por sua natureza divina, e pela conquista graças a seu sacrifício redentor. Por este motivo recorda o chamado de São Pedro Julião Eymard que diz que na “Divina Eucaristia está a vida e medida de sua Fé, de sua caridade e de sua virtude. Que chegue portanto cada vez mais o reino da Eucaristia; demasiado tempo reinou já sobre a terra a impiedade e a ingratidão!”. (GPE/EPC)
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