"Igreja celebra festa de São Pedro e dia do Papa neste domingo", diz Bispo de Novo Hamburgo
Novo Hamburgo – Rio Grande do Sul (Terça-Feira, 24/06/2014, Gaudium Press) Dom Zeno Hastenteufel, Bispo da Diocese gaúcha de Novo Hamburgo, escreveu um recente artigo em que ele afirma que este ano a Igreja celebra a festa de São Pedro e o dia do Papa no dia 29 de junho, já que é domingo e a festa prevalece sobre a liturgia dominical. Segundo o Prelado, é a oportunidade para os fiéis participarem da Missa dos Mártires, rezarem pelo Papa Francisco e contribuírem com uma coleta especial em benefício das obras de caridade da Igreja de Roma.
O Bispo recorda que em uma de suas visitas a Roma, ele foi também ao Secretariado, conhecido como “or Unum”, que é o Organismo que promove os gestos de caridade em nome do Papa. Ele destaca que ficou impressionado com a seriedade deste trabalho e a competência destes profissionais que, diante de uma calamidade muito grande, como foram os casos do terremoto no Haiti ou do tsunami no Japão ou nos terremotos que destroem cidades inteiras.
Dom Zeno explica que, em todos estes casos, o bispo atingido faz uma descrição do que aconteceu acompanhado de um pedido e, imediatamente, uma equipe visita esta realidade e então o Organismo avalia o modo de ajudar, em nome da Igreja.
De acordo com o Prelado, a liturgia da festa de São Pedro começa com o texto dos Atos dos Apóstolos, em que Pedro está preso, enquanto a Igreja rezava incessantemente a Deus por ele. O Bispo lembra que quando Herodes iria apresentá-lo, naquela mesma noite, milagrosamente, Pedro foi libertado da prisão e fez esta bonita reflexão: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!” (At 12,11).
Com relação ao Evangelho, Dom Zeno afirma que o texto nos reproduz o que aconteceu na Cesaréia de Felipe, quando o Senhor perguntou aos apóstolos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt16,13). Conforme o Bispo, em um primeiro momento, os apóstolos deram as mais variadas respostas: uns dizem que é Elias, que é Jeremias ou algum dos profetas. Então Jesus perguntou: “E vós quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15). Foi então que Pedro deu aquela grande e inesperada resposta: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mt 16,13,16).
Por fim, o Prelado avalia que esta era de fato uma resposta inesperada. Para ele, os apóstolos não tinham ainda elementos para afirmar a divindade de Jesus Cristo, pois até aquele momento eles apenas tinham feito a experiência de um grande líder, de uma pessoa extraordinária, que tinha uma doutrina desafiadora, mas Ele não tinha ainda manifestado a sua divindade.
Por isso, o próprio Jesus diz: “Feliz és tu Simão, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu” (Mt 16,17). Segundo Dom Zeno, esta verdade seria revelada mais tarde, na paixão, morte e ressurreição. “Está claro que Deus está se manifestando neste homem, Pedro, coordenador do colégio apostólico, primeiro papa e futuro mártir da Igreja”, conclui o Bispo. (FB)
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