A cada dia é mais dramática a situação dos cristãos que fogem de Mosul
Mosul – Iraque (Sexta-feira, 20-06-2014, Gaudium Press) A situação dos cristãos de Mosul é cada dia mais dramática. Devido a tomada desta, cidade cristã do Iraque por antonomásia, são muitos os cristãos que tem fugido, pensando no que ocorreu em Raqa, onde os milicianos do “Estado Islâmico do Iraque e Síria” (ISIS) estabeleceram tribunais de justiça e destruíram os templos não islamitas. O destino dos emigrados é principalmente a planície de Nínive.
“Nos povos da planície de Níneve, que tem acolhido parte da povoação que está fugindo de Mosul, a situação está piorando a cada dia. Há dois dias não há água nem eletricidade. Começa a escassear o combustível. E uma parte de Mosul foi bombardeada de noite, causando um novo êxodo de povoação civil”, declarou recentemente Dom Amel Shamon Nona, Arcebispo caldeu de Mosul, referindo as progressivas condições de deterioração desses refugiados.
Na última quarta-feira, 18, as comunidades caldeias dispersas pelo mundo realizaram um dia de oração e jejum, que foi convocado pelo Patriarca Louis Raphael I Sako.
Diversas fontes confirmam que a composição de Isis é bastante heterogênea, e que a maioria dos milicianos presentes hoje em Mosul são de origem marroquina e de Tunez, e não falam árabe, mas francês. Nesse sentido se diz que estes milicianos tem nacionalidade francesa ou belga. (GPE/EPC)
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