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“Toda a liturgia da Igreja é um louvor à Santíssima Trindade”, diz Bispo de Frederico Westphalen

Frederico Westphalen – Rio Grande do Sul (Segunda-Feira, 16/06/2014, Gaudium Press) Dom Antônio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, escreveu um artigo sobre a solenidade da Santíssima Trindade. Ele iniciou o texto citando a seguinte passagem do Evangelho de João: “Se alguém Me ama, guardará a minha Palavra, e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele a nossa morada”. A antífona de entrada da Missa do último domingo era “Bendito seja Deus Pai e o Filho Unigênito de Deus e o Espírito Santo, que usou para conosco de Sua misericórdia”.

Segundo o Prelado, o mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Para ele, é o mistério de Deus em Si mesmo; é a fonte dos demais mistérios da fé; é a luz que os ilumina; é o centro da Liturgia da Igreja e a substância do Novo Testamento. Dom Antônio afirma que a maior obra do Filho foi dar-nos a conhecer o Pai e, com a revelação deste mistério, Deus quis incorporar-nos na sua vida íntima, fazendo-nos participantes da natureza divina: “Esta é a vida eterna: que Te conheçam a Ti, Pai, e Àquele que enviaste, Jesus Cristo”, como disse Jesus no Evangelho de São João.

O bispo lembra também um trecho do Catecismo da Igreja Católica: “Toda a história da salvação não é outra coisa senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus único e verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela, reconcilia consigo os homens, afastados pelo pecado, e se une com eles”. Conforme ele, a devoção à Santíssima Trindade é a devoção das devoções e se traduz em um empenho amoroso em identificar-nos com Cristo, contemplar a sua vida e viver como filhos de Deus.

São Paulo, na segunda leitura da Missa de ontem, disse: “A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”. E outro trecho do Catecismo da Igreja Católica ressaltou que “a verdade revelada da Santíssima Trindade esteve, desde as origens, na raiz da fé viva da Igreja, principalmente no ato do Batismo. Encontra a sua expressão na regra de fé batismal, formulada na pregação, na catequese e na oração da Igreja. Estas formulações encontram-se já nos escritos apostólicos, com a saudação recolhida na liturgia eucarística.”.

De acordo com Dom Antônio, toda a liturgia da Igreja é um louvor à Santíssima Trindade, além de ser a grande verdade que importa conhecer cada vez melhor e amar. Ele destaca ainda que a nossa piedade pessoal, alimentada com as orações tradicionais do Pai Nosso, da Ave-Maria, do Glória ao Pai, e de outras orações vocais leva-nos a relacionar-nos com cada uma das pessoas divinas e com todas ao mesmo tempo.

“É admirável a solicitude das três Pessoas Divinas por cada um de nós: ‘O Pai, para redimir o servo, não perdoou ao Filho; o Filho, por amor do Pai, entregou-se à morte gostosamente, para nos salvar; um e outro nos enviaram o Espírito Santo que pede por nós com gemidos inenarráveis’.”

Por fim, o Prelado nos convida a aprender de um grande Santo da Igreja, que é São Josemaría Escrivá, a nos relacionarmos com a Santíssima Trindade. São dele os conselhos abaixo: “Aprende a louvar o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Aprende a ter uma devoção particular à Santíssima Trindade: creio em Deus Pai, creio em Deus Filho, creio em Deus Espírito Santo; espero em Deus Pai, espero em Deus Filho, espero em Deus Espírito Santo; amo a Deus Pai, amo a Deus Filho, amo a Deus Espírito Santo. Creio, espero e amo a Santíssima Trindade”.

Ele também salienta que devemos nos voltar para Maria, pois Ela é a melhor mestra do amor de Deus. “Ela é Rainha, é Senhora, é Mãe, que tem a relação mais íntima com a Santíssima Trindade: Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo. E ao mesmo tempo nossa Mãe”, conclui. (FB)

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