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"Façamos de Corpus Christi um ato de acolhida aos irmãos migrantes", diz o Bispo de Santa Cruz do Sul

Santa Cruz do Sul – Rio Grande do Sul (Sexta-Feira, 13/06/2014, Gaudium Press) “Cristo Migrante” é o tema do mais recente artigo de Dom Canísio Klaus, Bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul, em que ele lembra da 29ª Semana Nacional do Migrante, realizada de 15 a 22 de junho em todo o país. O prelado afirma que o tema motivador – Migração e Liberdade – está em sintonia com a Campanha da Fraternidade de 2014, proclamando que “migrar é um direito e tráfico humano é crime”.

Segundo o Bispo, em meio a isso, no dia 19 de junho, a Igreja celebra a festa do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida como Festa de Corpus Christi, que tem como característica expressar a unidade dos cristãos católicos em torno da Eucaristia. Ele reforça que por causa disso, em muitos lugares, as várias paróquias da cidade se unem em torno de uma mesma celebração. Dom Canísio destaca que é o que acontece, por exemplo, em Santa Cruz do Sul, onde no final da missa acontece uma grande procissão pelas ruas centrais da cidade.

“O fato de reunir o povo de uma mesma cidade em torno da Eucaristia é um gesto profético e um sinal de fraternidade. Na procissão, são convidadas a participarem pessoas de todas as culturas, classes sociais, idades e etnias que formam o conjunto da cidade. Nela participam as pessoas nascidas no município e as pessoas que são originárias de outros lugares, e estabeleceram residência na cidade. A caminhada pelas ruas facilita esta integração, pelo fato de ser um ato público, onde não se faz distinção de pessoas”, acrescenta.

Além disso, o Prelado salienta que a procissão de Corpus Christi de 2014 deverá enfocar a temática da migração e do tráfico humano. Para ele, o mesmo Cristo que é adorado na hóstia consagrada e solenemente aclamado na procissão pelas ruas centrais da cidade, está presente nos irmãos migrantes e naqueles que são vítimas do tráfico. Por isso, Dom Canísio avalia que além de fitar os olhos no ostensório onde está a hóstia consagrada, convém também olhar para as irmãs e os irmãos que caminham ao nosso lado, e que são habitação de Deus.

“Entre estes, provavelmente estarão migrantes do Haiti e de vários países da América Latina, do Oriente Médio e da África. Possivelmente também se encontrem alguns turistas que vieram ao Brasil para acompanhar os jogos da Copa do Mundo. Não é de descartar a possibilidade de também existirem alguns que são vítimas do tráfico humano. Todos merecem ser acolhidos pelas comunidades cristãs, concedendo-lhes o direito de partilhar suas alegrias e seus sofrimentos”, ressalta.

O Papa Francisco já se dirigiu aos migrantes, afirmando: “não percais a esperança de que possais encontrar em vossos caminhos uma mão estendida; que vos seja permitido experimentar a solidariedade fraterna e o calor da amizade”.

Por fim, o Bispo enfatiza que, atendendo ao convite que o próprio Cristo nos fez enquanto perambulou pelas terras da Palestina, façamos da procissão de Corpus Christi um ato de acolhida aos irmãos peregrinos, migrantes e forasteiros, sabendo que através deles Cristo estabelece sua morada em nosso meio: “Eu era migrante e vocês me acolheram” (Mt 25,35). (FB)

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