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Bispo de Joinville "Veneramos na Igreja o próprio coração de Deus"

Joinville – Santa Catarina (Quarta-Feira, 11/06/2014, Gaudium Press) Dom Irineu Roque Scherer, Bispo da Diocese de Joinville, no Estado de Santa Catarina, escreveu um artigo em que ele recorda que junho é o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Para ele, essa devoção surgiu quando Santa Margarida Maria Alacoque tornou-se a primeira mensageira do Sagrado Coração de Jesus, num tempo em que o povo estava afastado dos sacramentos e das experiências concretas com o amor de Deus.

De acordo com o Prelado, o centro geográfico e histórico da devoção ao Sagrado Coração de Jesus se encontra em Paray Le Monial, uma pequena localidade francesa de Borgonha, na qual vivia a religiosa da Visitação que recebeu as aparições de Jesus no século XVII, Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690).

O bispo explica que a mensagem que Jesus deixou a esta religiosa francesa, a primeira das aparições aconteceu em 27 de dezembro de 1673, é uma visão de Deus que contrasta com a tendência do século em que estourou o Jansenismo: “Eis este Coração, que tanto amou os homens, que nunca se poupou, até consumir-se na tentativa de testemunhar-lhes o seu amor. Como reconhecimento, recebo da maior parte dos homens apenas ingratidões, irreverências e sacrilégios, junto ao desprezo e a frieza”.

Jesus ainda disse na mensagem: “Peço que na primeira sexta-feira mês, seja dedicada uma festa especial para honrar o meu Coração. Naquele dia, comungarás e honrarás a Eucaristia. Te prometo também que meu Coração se dilatará e derramará abundantes graças sobre aqueles que tributarão esta honra e farão com que seja tributada”.

Segundo Dom Irineu, jansenismo foi uma doutrina que nasceu de Jansênio, que pretendia limitar a liberdade humana, partindo do princípio de que a graça é concedida a alguns desde o nascimento e a outros é negada. O bispo destaca que ele retomou Santo Agostinho (354-430), sobre o pecado original e a graça, e distorceu sua doutrina. Conforme o Prelado, os Jansenistas, inimigos da Igreja, tentaram permanecer aparentemente no seu seio, para acabar com tudo, afastando os fiéis, com seu rigorismo farisaico, dos sacramentos e da fé.

“A devoção ao Sagrado Coração de Jesus existiu desde os primeiros tempos da Igreja, quando se meditava sobre o lado e o Coração aberto de Jesus de onde jorrou sangue e água. Deste Coração nasceu a Igreja e por ele se abriram as portas do céu. Veneramos nela o próprio coração de Deus”, salienta.

Outra aspecto enfatizado pelo Bispo é que no século XVII estabeleceu-se definitiva e especificamente a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus, solicitada pelo próprio Jesus Cristo a Santa Margarida Maria Alacoque. Ele conta que, em 16 de junho de 1675, Jesus apareceu a ela, com o coração envolto em chamas, coroado de espinhos, com uma ferida aberta, da qual brotava sangue, e de seu interior saia uma cruz.

Por fim, Dom Irineu destaca que o Papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus, assim como vários outros papas que manifestaram-se a favor dessa devoção. Ele lembra ainda a afirmação de Pio XII de que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt. 11, 28-30). (FB)

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