Santuário filipino recorda que as devoções populares se encaminham para a liturgia
Jaro – Filipinas (Segunda-feira, 09-06-2014, Gaudium Press) Filipinas, além de ser um dos países com maior quantidade de católicos no mundo, é um dos territórios nos quais a devoção popular é mais arraigada. Anualmente, as que podem ser as maiores manifestações públicas de Fé do mundo católico convocam milhões de fiéis devotos do Santo Menino Jesus, o Cristo Nazareno Negro e várias invocações da Santíssima Virgem. Partindo desta riqueza espiritual, o assistente especial para os assuntos litúrgicos do Santuário Nacional de Nossa Senhora das Velas em Jaro (Filipinas), Dom Alejandro Esperancilla, comentou o grande valor que a piedade popular tem para a vida da Igreja.
“Quando se conduzem apropriadamente, as devoções populares nos conduzem a liturgia e evocam uma maravilhosa imagem de Maria dirigindo-nos e apresentando-nos a seu Filho”, explicou o sacerdote. Um costume que destacou foi o de rezar as novenas como preparação à Eucaristia, de uma forma similar como se faz nos chamados “Rosários da Aurora”. Isto se deve a que, como assinala o Concílio Vaticano II, as devoções populares devem levar a liturgia, o ponto mais alto do culto divino.
O sacerdote convidou os fiéis a interiorizar o sentido das práticas devotas para que não caiam na superficialidade. “Dar muita ênfase às práticas externas leva o cristão a ter um sentido errado de segurança”, explicou Dom Esperancilla. A reta espiritualidade poderia então perder terreno diante de uma lógica “de máquina dispensadora” na atual “eu faço algo e Deus tem que me dar o que peço”, advertiu.
Sobre a devoção aos Santos, recordou que a ênfase da veneração não são os milagres, mas a imitação das virtudes que eles praticaram heroicamente. É útil pregar mais sobre a vida dos Santos e vincular seus exemplos com os valores do Evangelho. Da mesma forma, Dom Esperancilla recomendou dar importância a correspondência das revelações privadas com o Evangelho, como se expressa claramente nas aparições da Santíssima Virgem avaliadas pela Igreja: “A mensagem de Maria não é diferente a mensagem do Evangelho e os ensinamentos da Igreja”, recordou. (GPE/EPC)
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