Santa Sé e Polônia celebram 25 anos de restauração de relações diplomáticas
Varsóvia – Polônia (Quarta-feira, 04-06-2014, Gaudium Press) O Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, viajou à Varsóvia (Polônia), para comemorar junto com a Igreja local os 25 anos da restauração das relações diplomáticas entre o país e a Santa Sé, interrompidas durante o domínio da União Soviética. Durante esta época, a Igreja sofreu notáveis restrições em sua liberdade religiosa, a qual não evitou que se mantivesse forte a arraigada Fé Católica de seus habitantes, representados particularmente na figura de São João Paulo II.
“O respeito pleno do direito a liberdade religiosa é o que garante a paz social e o critério fundamental para avaliar em que medida se respeita os outros direitos humanos”, recordou por ocasião da comemoração o Cardeal Parolin. Além disso, refletiu sobre os desafios que atualmente enfrentam outras nações nas quais, como ocorreu na Polônia na segunda metade do século XX, os poderes políticos limitam a manifestação pública da Fé e sua contribuição na vida pública. “Nosso mundo não é ainda ideal e é urgente que tais fenômenos se percebam e julguem explicitamente como negativos, inaceitáveis e sejam neutralizados no futuro”, acrescentou.
O papel da Polônia na vida da Igreja
O purpurado concedeu ao povo da Polônia a bênção especial que o Papa Francisco enviou por ocasião da celebração e presidiu uma solene Eucaristia de ação de graças no Santuário da Divina Providência, em Varsóvia, no dia 1º de junho. Ali encomendou a São João Paulo II, a quem chamou “Santo Patrono da liberdade dos poloneses”, os desafios sociais da Polônia na atualidade como o são a emigração, o desemprego, a incerteza pelo futuro e a preservação da família.
Em uma entrevista concedida a agência católica polonesa KAI, o Cardeal Parolin destacou a importância da Polônia para a Igreja universal. “Vejo que a Polônia conta com um rico patrimônio de Fé e de vida cristã, que em muitas outras partes da Europa desapareceram”, assinalou, ao mesmo tempo que afirmou que apesar de estarem sendo apresentados processos de secularização, estes são mais lentos que no resto do continente. “Assim a Igreja na Polônia é um grande recurso para a Igreja universal”.
“Quero dar ênfase de que a Igreja na Polônia é uma parte importante da Igreja no continente. A tarefa da Igreja na Polônia, de seus Bispos, do clero e dos leigos é preservar, valorizar e apreciar este patrimônio”, declarou o purpurado. (GPE/EPC)
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