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"Sejamos destemidos e corajosos na implantação do modo cristão de viver", afirma o Bispo de Campo Mourão

Campo Mourão – Paraná (Segunda-Feira, 02/06/2014, Gaudium Press) Concluídas as comemorações alusivas a abertura do centenário natalício de Dom Eliseu Simões Mendes (1015-2015), 1º Bispo da Diocese de Campo Mourão, no paraná, o Bispo diocesano Dom Francisco Javier Delvalle Paredes se dirije novamente às comunidades, a fim de lhes dar uma palavra de esperança e encorajamento. Para ele, esse é o papel do pastor: jamais desanimar e nunca permitir que seus irmãos percam o entusiasmo na vivência da fé.

Pensando nisso, o Prelado partilha algumas impressões da 52ª Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu na cidade de Aparecida, em São Paulo, no centro de eventos Padre Vítor Coelho de Almeida. Durante o período de 30 de abril a 9 de maio estiveram reunidos cerca de 350 bispos, membros dos 18 regionais eclesiásticos componentes da conferência episcopal brasileira.

Primeiramente, Dom Francisco destaca a aprovação de dois documentos importantes para a caminhada eclesial no presente. São eles: o documento relativo à renovação paroquial (Comunidade de comunidades: uma nova paróquia) e o documento sobre a questão agrária no Brasil. Segundo o Bispo, o primeiro documento vai ajudar os bispos a serem presença do Evangelho de maneira mais fecunda e samaritana, no anúncio do Reino de Deus.

“Considerando com seriedade suas diretivas, teremos condições propícias ao abandono de estruturas obsoletas não mais condizentes com os apelos do marco histórico contemporâneo. Segundo meu modo de ver, o documento sobre a renovação paroquial é produto e consequência do espírito eclesial inerente às reflexões propostas pelo Concílio Vaticano II”, acrescenta.

“Além dos documentos aprovados, quero recordar também que a Assembleia transcorreu em espírito de colegialidade entre os Bispos e as Igrejas particulares por eles representadas. Insistiu-se muito sobre a necessidade da partilha entre as dioceses, a fim de que as regiões mais empobrecidas possuam condições de levar adiante a missão evangelizadora.”

Outra questão refletida na assembleia, e destacada aqui pelo Prelado, diz respeito a partilha eclesial em favor da manutenção dos padres que vivem em zonas de intensa pobreza, por vezes impedidos de realizar o trabalho pastoral por falta de condições materiais. O encontro, de acordo com o Bispo, ressaltou a urgência da solidariedade entre as dioceses como expressão do verdadeiro sentimento eclesial cristão, além da formação dos novos padres e do preponderante papel ao qual são chamados os diáconos permanentes.

Por fim, Dom Francisco afirma que diante de tantos desafios pelos quais atravessa a Igreja na contemporaneidade, como irmão e pastor desejo convocar a todos os diocesanos para que nos interessemos cada vez mais pela evangelização. Ele salienta que o mundo se transforma rapidamente, numa aceleração antes nunca vista, e a Igreja precisa estar atenta a esse movimento, sem perder a fidelidade ao Evangelho e a Cristo que, segundo a carta aos Hebreus, é o mesmo ontem, hoje e sempre.

“Instruídos pelas diretrizes emanadas da 52ª Assembleia Geral da CNBB e motivados pelo heroico testemunho de Dom Eliseu Simões Mendes, cujo centenário natalício celebramos, sejamos destemidos e corajosos na implantação de um modo verdadeiramente cristão de viver entre a sociedade que nos cerca. Sob a intercessão dos Santos João XXIII e João Paulo II, exemplos de santidade em nosso tempo, permaneçamos seguros na seguinte verdade: a esperança não decepciona”, conclui. (FB)

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