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Papa Francisco preside Missa na Praça da Manjedoura, em Belém

Jerusalém (Segunda-feira, 26-05-2014, Gaudium Press) Dentre as atividades durante o período em que esteve na Terra Santa, o Papa Francisco celebrou no domingo, dia 25 de maio, a Santa Missa na Praça da Manjedoura.

Após encontrar-se com as autoridades palestinas no Palácio Presidencial de Belém, o Pontífice dirigiu-se com seu papamóvel para o local da celebração, conhecido também por “Praça do Berço”. Lá, ele foi recepcionado por uma imensa multidão de fiéis, bem como pela Prefeita católica da cidade, Vera Baboun.

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Logo quando chegou a Praça e foi ovacionado pelos presentes, o Papa deu início a Celebração Eucarística. Entre as autoridades civis que participaram do momento, estava o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Ao partir da citação evangélica “Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura” e comentando o versículo de São Lucas (2,12), o Santo Padre enalteceu ser grande a graça por celebrar a Eucaristia no lugar onde Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu.

“Agradeço a Deus e a vocês, que me acolhem nesta minha peregrinação; agradeço ao Presidente Mahmoud Abbas e demais autoridades, ao Patriarca Fouad Twal, os outros Bispos e Ordinários da Terra Santa, os sacerdotes, as pessoas consagradas e aos que trabalham para manter vivas a Fé, a esperança e a caridade nestes territórios”, disse.

Quando terminou sua saudação, o Papa Francisco iniciou sua reflexão sobre o Menino Jesus, o sinal da ternura de Deus e da sua presença no mundo, comparado sua bondade com a das crianças.

De acordo com o Santo Padre, “as crianças de hoje também são um sinal de esperança e vida”, mas, sobretudo, sinal de “diagnóstico” para se compreender o estado de saúde de uma família, de uma sociedade e do mundo inteiro.

“Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora. O mundo é mais humano”, acrescentou.

O Papa ainda aproveitou o momento para lançar a seguinte pergunta aos fiéis: “quem somos nós diante do Menino Jesus? Quem somos nós diante das crianças de hoje? Somos como Maria e José, que acolheram Jesus e cuidaram dele, com amor maternal e paternal? Ou somos como Herodes, que o quis eliminar? Somos como os pastores, que vieram adorá-lo e trazer-lhe presentes? Ou ficamos indiferentes, limitando-nos a ser pessoas que exploram as crianças pobres para fins de lucro? Somos capazes de permanecer com elas, ouvi-las, defendê-las e rezar por elas e com elas?”

Ainda segundo o Pontífice, hoje em dia são tantas as crianças que choram por fome, frio e pela falta de carinho.

Encerrando sua homilia, exortou os fiéis a meditarem sobre a frase evangélica citada no começo da Missa para, através desta profunda reflexão, pode brotar um novo estilo de vida, onde as relações deixam de ser conflito, opressão ou consumismo, para se tornarem relações de fraternidade, de perdão, de reconciliação, de partilha e de amor. (LMI)

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