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“A Igreja me encarregou de buscar a verdade”, afirma diretor de escritório de constatações médicas de Lourdes

Lourdes – França (Quarta-feira, 21-05-2014, Gaudium Press) Curas no Santuário de Lourdes (França) declaradas como milagrosas pela Igreja são apenas 69. Entretanto, são mais de 7 mil as curas inexplicáveis que ocorreram desde as aparições da Virgem, em 1858m segundo expressou o Dr. Alessandro De Franciscis, em declarações a Alfa e Omega. De Franciscis tem um doutorado ‘summa cum laude’ pela Universidade de Nápoles e é diretor, desde 1999, do Escritório de Constatações Médicas de Lourdes.

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Apesar de ser um homem de Fé, ele insiste que seu trabalho é estritamente científico. Nas dúvidas sobre as possíveis curas inexplicáveis se aplicam os “critérios de Lambertini” (futuro Papa Bento XIV) como referência. Os médicos se reúnem em uma comissão prévia, e logo vem a reunião do Comitê Médico Internacional de Lourdes, que constata primeiro se realmente a pessoa estava enferma, se a atual cura é completa, quer dizer, se é permanente no tempo, e se essa cura é inexplicável de acordo ao estado atual da ciência. Como deve ser, nenhuma destas instâncias declara que tenha ocorrido um “milagre”, pois para um milagre ser declarado há uma implicação de uma série de leis naturais por disposição divina.

“Como médico, só busco a verdade. Como católico, me ajoelho diante da Virgem e beijo o chão da Gruta”, afirma De Franciscis. “Eu não estou lá para viver a experiência. Estou lá porque a Igreja me encarregou de buscar a verdade. Esse é o meu trabalho”, afirma.

A Igreja por sua parte, estuda detidamente os casos remetidos para o Escritório Médico. Analisa o contexto espiritual no qual se deu a cura inexplicável, e é depois que o Bispo da Diocese a que pertence a pessoa curada afirma que a cura é um sinal divino, um milagre.

Danila Castelli foi a última pessoa declarada pela Igreja como curada milagrosamente. Ela era vítima de crises espontâneas de hipertensão e após seu banho nas piscinas de Lourdes em 1989, desapareceu o mal. Seu caso foi qualificado de cura inexplicável no estado atual dos conhecimentos científicos, em 2011, pelo Comitê Médico Internacional de Lourdes e, três anos mais tarde, em 2013, o Bispo da Diocese de Pavía, onde reside Danila, declarou o caráter milagroso e o valor de sinal de cura. (GPE/EPC)

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