Afrescos do século XIX são descobertos em hospital católico de Jerusalém
Jerusalém – Israel (Quarta-feira, 21-05-2014, Gaudium Press) O hospital francês de São Luís em Jerusalém (Israel), exibe agora um tesouro que permaneceu oculto até que um acidente o fez sair à luz: uma sala belamente adornada com afrescos do século XIX que ilustram a história dos Cruzados. O lugar era empregado como depósito até que um cano de água se rompeu e os trabalhos de reparação revelaram a antiga decoração debaixo da massa corrida e das pinturas modernas.
Por ocasião da proximidade visita do Papa Francisco à Terra Santa, a Autoridade de Antiguidades de Israel permitiu o acesso da imprensa ao lugar, onde agora se venera uma imagem do Santo Rei da França que dá nome ao centro hospitalar. O Hospital fica justamente contíguo a um dos lugares que será visitado pelo Santo Padre, o Centro Notre Dame de Jerusalém.
A diretora do Hospital, Irmã Monika Dullman, comentou sua impressão da descoberta aos presentes, segundo informou a Catholic News Service: “Quando tiramos tudo vimos esta sala cheia de beleza. Somos agraciados por estar em um lugar como este, tão cheio de história”, relatou. “Temos que mantê-lo para as pessoas que venham depois de nós, inclusive se não temos o dinheiro para restaurá-lo por completo”.
A religiosa também explicou que algumas das características arquitetônicas do histórico hospital não facilitam os trabalhos diários do mesmo, mas que se conservam intactas para não destruir as obras de arte. A opinião dos experts em conservação é que os afrescos descobertos na sala e outros espaços do hospital se realizaram no estilo das ricas decorações dos templos do século XIX, com atenção aos pequenos detalhes e uma geral inspiração na arte medieval.
O Hospital, construído pelo Conde francês Marie Paul Amedee de Piellat de 1879 a 1896, exibe estilos arquitetônicos barrocos e se erige em um dos lugares onde acamparam os exércitos cruzados, pelo qual o edifício foi decorado pelo próprio Conde com cenas dos cavaleiros e a heráldica das famílias francesas e ordens militares e monásticas. O Conde construiu logo o Centro Notre Dame para prestar alojamento aos peregrinos.
O histórico edifício foi tomado pelos turcos durante a I Guerra Mundial, que cobriram as decorações com tinta negra. O edifício foi recuperado depois da guerra e o Conde empregou os últimos anos de sua vida, até 1925, ao tentar restaurar as decorações. Os administradores atuais afirmaram que o lugar continuará seus trabalhos como hospital e não será transformado em uma atração turística. (GPE/EPC)
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