"João Paulo II comprovou ser santo, diante do sacrário e da Palavra", afirma Arcebispo de Londrina
Londrina – Paraná (Terça-Feira, 13/05/2014, Gaudium Press) Após a canonização do Papa João Paulo II, Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Londrina, no Estado do Paraná, escreveu um artigo sobre o novo santo da Igreja Católica. Ele afirma que os sinais de santidade na vida do jovem Carlos Wojtyla (Lolek) são claríssimos: gostava do silêncio e da oração, desde cedo foi coroinha, visitava o mosteiro dos carmelitas e frequentava os santuários marianos junto com seu pai.
Segundo o Prelado, um fato que marcou definitivamente sua vida era ver seu pai ajoelhado todas as madrugada rezando. Wojtyla ainda fez a experiência da morte do seu irmão Edmundo e do pai e consagrou-se a Maria. Dom Orlando recorda também que ele tinha o hábito de visitar o cemitério e confessar-se regularmente. Além disso, ele queria ser carmelita.
“Trabalhava quebrando pedras na fábrica Solvey, em Cracóvia, e costumava rezar ajoelhado sobre pedras nas horas de folga, era ridicularizado pelos colegas, mas permanecia firme. Voltando do trabalho foi atropelado na estrada. Percebeu que uma mulher o protegeu. Confessará mais tarde que esta mulher era Maria”, completa.
Ainda de acordo com o Arcebispo, São João Paulo II é um santo moderno: fez grandes amizades, amava a natureza, praticava esportes, gostava de esquiar, escreveu belíssimas poesias, foi compositor e ator de teatros e amava a música. Para o Prelado, ele é um santo poeta, escritor, teatrólogo, músico, líder da juventude, colocando todas estas qualidades na oração e oferecendo tudo para a glória de Deus.
Outra questão analisada por Dom Orlando é que a humanidade inteira intuía a santidade do Papa João Paulo II, e no Brasil ele recebeu o apelido de “João de Deus”. Conforme o Prelado, Deus o santificou com as atrocidades da Guerra, com a perseguição nazista, com o regime comunista e ele acabou fazendo seus estudos eclesiásticos clandestinamente no arcebispado de Cracóvia até ser enviado para Roma, onde se doutorou em São João da Cruz. Era Deus quem guiava providencialmente seus caminhos.
“Deu sinal claro de santidade quando voltou de Roma já doutor em filosofia e teologia e foi destinado para ser vigário paroquial numa região rural devastada pela guerra. Para lá chegar, andou de ônibus, depois de carroça e os últimos quilômetros a pé, colhendo sementes de trigo na roça por onde passava. Lembrou-se de Santo Inácio de Antioquia e rezou: sou trigo de Cristo. Um cachorro veio encontrá-lo e o acompanhou até à casa paroquial. Ali, antes de entrar, ajoelhou-se e beijou o chão.”
O Arcebispo de Londrina ressalta que João Paulo II comprovou ser santo, diariamente diante do sacrário e da Palavra, totalmente submetido a Maria, decididamente entregue a cruz. Ele lembra que pacientemente sofreu o atentado na praça São Pedro, e rezou pelo atirador: “Eu perdoo de coração ao irmão que me feriu”. Ao iniciar o almoço com os bispos do Regional Sul III e Sul IV perguntou: “Como vão os boias-frias”?
“Amava os pobres e lutava pela justiça. Os ativistas do aborto, as feministas, os gays, os defensores do marxismo na teologia, a explosão dos escândalos de pedofilia de alguns filhos da Igreja, foram espinhos e cruzes que suportou sempre sob o olhar da divina misericórdia. Pediu várias vezes perdão pelas falhas e pecados da Igreja”, destaca.
Por fim, Dom Orlando afirma que esses são alguns dos sinais de santidade de São João Paulo II, santo dos operários, dos jovens, dos artistas e esportistas, das famílias, dos doentes, dos missionários, dos pobres, dos encarcerados. “Eis o santo dos tempos modernos e atuais cigano de Deus, devoto da dignidade humana, mendigo da paz. São João Paulo II, rogai por nós”, conclui. (FB)





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