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"Deus é admirável nos seus santos", afirma o Arcebispo de Londrina

Londrina – Paraná (Segunda-Feira, 05-05-2014, Gaudium Press) Dom Orlando Brandes, Arcebispo da Arquidiocese de Londrina, no Estado do Paraná, escreveu um artigo em que ele reflete sobre a vida do Papa e agora santo João XXIII. O Prelado afirma que um homem chamado João foi nos dado pela bondade providencial de Deus, Senhor da história. Ele veio do campo, tornou-se sacerdote, bispo, diplomata, Patriarca, Papa e santo.john_xxiii.jpg

De acordo com o Arcebispo, João XXIII desde jovem foi severo e exigente consigo mesmo. “Penitência, sacrifício, domínio de si e purificação interior foi o itinerário que fez dele um ancião sorridente, um homem simpático, enfim, o Papa Bom. A purificação do coração conferiu-lhe serenidade, cordialidade, bondade”, completa.

Ainda segundo Dom Orlando, São João XXIII é o Santo do Concílio, da Paz e do Diálogo, pois seu lema era “obediência e paz”. Conforme o prelado, obediência para o Santo Padre significava abandono nas mãos da Providencia, deixar-se guiar pelo Espírito Santo, entregar o cotidiano a Deus, viver desapegado de si, mortificar o egoísmo, aceitar a tradição e a atualização da Igreja com um coração crucificado e sorriso nos lábios.

“O Papa bom tinha um coração de pai e a santidade foi o segredo de sua bondade. A obediência fez dele um homem pacificado, harmonioso, cheio de bom humor. A obediência leva à paz. João XXIII foi o profeta, o artífice e o anjo da paz, na Igreja e no mundo. Até hoje ressoa no mundo a Encíclica Pacem in terris. Ele mesmo era a paz personificada pelo seu rosto alegre, cortesia, gentileza, afabilidade”, destaca.

O Arcebispo de Londrina recorda que o Concílio Vaticano II, segundo o Pontífice, não deveria se pautar pela severidade e condenação, mas, pelo “remédio da misericórdia”. Para ele, São João XXIII tornou a Igreja atraente e convincente, não sendo apenas o Papa da transição, mas, especialmente de intuição e inspiração.

Além disso, Dom Orlando salienta que os santos nos são dados para a nossa imitação, não só para a intercessão. Ele acredita que o convite a ser santo é o principal apelo da canonização de João XXIII, que mostrou a santidade através da humildade, da doçura, da gratuidade. Para o prelado, os santos nos encorajam a sermos otimistas e nunca profetas da desgraça, e não termos nunca medo de sermos demasiados misericordiosos.

“Nossos olhos devem estar fixos em Jesus e não no mal. É bom e faz bem ser bom. Esta é a mensagem do novo santo. No dia de sua eleição, lembrou-se das crianças, dos idosos e pouco antes de morrer disse ao seu Secretário: ‘Loris, depois que tudo passar, vá visitar sua mãe e cuide de descansar um pouco’. No leito de morte dizia: ‘Minha cama é meu altar. A hóstia do sacrário sou eu. Ofereço minha vida pelo Concilio’. Assim são nossos santos.”

Por fim, o Arcebispo lembra que em certa ocasião o Papa confidenciou a seu Secretário: “‘Se tu soubesses como eu fico vermelho quando escuto alguém me chamar de Santo Padre. Somos todos pequenos filhos de Deus’. Dizia ainda: ‘Eu me sinto como uma criança nos braços de sua mãe.’ Seu propósito era: ‘Ser bom até ao heroísmo.’ Gostava de repetir: ‘Não complicar o que é simples, é preferencial simplificar as coisas complicadas’. Por isso, não se perturbou quando soube que tinha câncer e confessou: ‘Não tenho medo de partir'”.

Para Dom Orlando, São João XXIII foi grande na humildade e humilde na grandeza, sendo o grande amigo da humildade, o que acabou cativando o mundo. “Este homem chamado João é o santo do novo milênio e nos ensina: ‘Se queres ser feliz, sejas antes de tudo bom’. Deus é admirável nos seus santos”, conclui. (FB)

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