Presos de consciência no Vietnam não possuem liberdade religiosa
Hanoi – Vietnã (Sexta-feira, 21-03-2014, Gaudium Press) A liberdade religiosa é um direito fundamental para todos os cidadãos, especialmente reconhecido pela Igreja como uma expressão básica da dignidade e da natureza transcendente do seres humanos. Mas, para os prisioneiros de consciência no Vietnã, presos por sua oposição ideológica ao regime comunista, constitui um direito completamente ignorado. Assim o denunciou blogger Paul Tran Minh Nhat em uma carta ao Arcebispo Emérito, Nguyen Van Nhon.
“Nós não podemos nem sequer assistir a missa aos domingos, ou ler a Bíblia”, declarou o ativista em seu comunicado com o prelado, difundido pela Asia News. “Nós tivemos um grande desejo de receber os sacramentos e o apoio espiritual de um sacerdote, mas não nos foi permitida pelos chefes da prisão”.
Esta clara violação da liberdade religiosa contribui para a violência que ainda é registrada em várias províncias e a ainda normal desconfiança das autoridades civis em relação aos padres e Bispos. Estas realidades constituem o principal obstáculo dos esforços para recuperar as relações diplomáticas entre o Vietnã e a Santa Sé, perdidas por causa da perseguição religiosa lançada pelo comunismo no país.
A situação de desconhecimento dos direitos dos presos também foi expressa no caso de Maria Ta Phong Tan, condenada a 10 anos de prisão e detida na província de Thanh Hoa. A ela também foi negado o acesso ao culto religioso e a posse de uma Bíblia Sagrada. Esta restrição se soma a má alimentação, a ausência de cuidados médicos e a pressão psicológica exercida por parte das autoridades.
Apesar destas situações, as reivindicações dos presos dão conta de que eles não perderam a sua Fé, apesar dos sofrimentos. Seu testemunho motiva tratos especialmente cruéis através de insultos e ofensas aos seus familiares e amigos falecidos. “É realmente horrível quando alguém ofende os mortos”, denunciou Thanh Nghien, um dos ativistas detidos. “Este é o trabalho sujo dos agentes penitenciários e dos diretores de presídios. Há muito tempo sou um prisioneiro, e sei que os guardas admiram e temem aos prisioneiros de consciência.” (GPE/EPC)





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