Papa Francisco: verdadeira revolução pelo seu jeito de ser", afirma arcebispo de Maringá
Maringá – Paraná (Terça-Feira, 18/03/2014, Gaudium Press) “Um ano de pontificado do Papa Francisco” é o título do artigo de dom Anuar Battisti, arcebispo metropolitano de Maringá, no Estado do Paraná. Em sua análise, o prelado afirma que o ministério do Papa Francisco foi marcado desde o dia em que apareceu na sacada da Basílica de São Pedro, por um papado diferente. Ele começou o serviço pastoral dizendo: “Parece que os meus irmãos cardeais foram buscar-me quase até ao fim do mundo. Mas aqui estamos”.
O bispo ainda destaca que, em seguida, o pontífice completa: “E agora gostaria de dar a bênção, mas primeiro quero pedir-vos um favor. Antes de o bispo benzer o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe. Façamos esta oração em silêncio. Agora, vou abençoar-vos e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade”.
Segundo dom Anuar, esse seria o estilo, o rosto da Igreja a partir daquele 13 de março 2013. Ele também ressalta que o Francisco do século XXI, que vem do “fim do mundo”, surge para dar uma nova veste às estruturas. “É um papa que fala aos corações. Gestos, atitudes, posturas, que sustentam cada palavra que se encaixa como luva nas mãos, de todos nós, nada se perde”, diz.
Outra questão abordada pelo prelado é que a missão de ser o homem de Deus no meio do povo não é outra a não ser o que ele disse na chegada ao Rio, para a Jornada Mundial da Juventude 2013: “Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: A paz de Cristo esteja com vocês”.
“O estilo Francisco (…) se impõe sem longos discursos ou recomendações teológicas. Com sua inteligência aguda e ágil vinha desde a ordenação episcopal, observando a vida e a estrutura da Igreja na cúria romana, mesmo sem nunca ter morado em Roma”. O bispo explica que tudo era uma escola na qual foi aprendendo o que não deveria acontecer, seja em Buenos Aires, como agora no Vaticano, e por isso tem a força de mudar as estruturas ultrapassadas sem agredir, acusar, encontrar culpados.
Para Dom Anuar, o Papa Francisco estabelece uma verdadeira revolução simplesmente pelo seu jeito diferente de ser.
Diante da pergunta de uma criança que quer saber porque não foi viver nos aposentos pontifícios, dom Anuar recorda que Francisco simplesmente disse: “Tenho problemas psiquiátricos, não consigo viver sozinho”. O prelado acredita que é por isso que ele clama a criação de uma cultura do encontro, o aproximar-se das pessoas.
“As mudanças se fazem sentir aos poucos, principalmente na transparência da economia e administração dos bens do Vaticano. A missão dos cardeais, bispos, sacerdotes e religiosos que trabalham na Cúria Romana, já não é só um trabalho burocrático e sim pastoral, inclusive saindo para as paróquias romanas para celebrar os sacramentos, principalmente a confissão.”
Por fim, o bispo enfatiza que o retiro de quaresma deste ano aconteceu fora do Vaticano, numa casa de retiros onde todos estavam o tempo todo juntos.
“São mudanças que para nós de fora não se faz notar, mas isso é profundamente novo. Todos nós já demos conta de que um novo rosto, um rosto latino-americano veio para ficar estampado em toda a Igreja. Rezemos sempre pela saúde de nosso Papa Francisco, a fim de que possa consolidar em todas as estruturas da Igreja o rosto de Jesus e do Evangelho vivido, expresso em sua belíssima Exortação Apostólica Evangelho da Alegria”, conclui. (FB)





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