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Diocese de Vacaria (RS) reúne 100 mil peregrinos na 62ª Romaria de Ibiaçá

Vacaria – Rio Grande do Sul (Quinta-Feira, 27/02/2014, Gaudium Press) A diocese de Vacaria, no Estado do Rio Grande do Sul, realizou no último final de semana a 62ª romaria em honra a Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, na cidade de Ibiaçá. O evento reuniu cerca de 100 mil devotos, vindos de todo o Estado, além de peregrinos de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e países vizinhos como Argentina e Paraguai.

Com o lema “Mãe consoladora – coração cheio do Reinos de Deus”, às 10h do dia 23 deste mês, ocorreu a missa campal da romaria, presidida pelo frei capuchinho Jaime Bettega, da diocese gaúcha de Caxias do Sul. Na noite anterior, o bispo da diocese de Vacaria, dom Irineu Gassen, ao presidir a celebração eucarística, remeteu ao entusiasmo dos cristãos, em uma referência à Exortação Apostólica Evangelho da Alegria (Evangelii Gaudium), do Papa Francisco.

A Mãe tem tempo para ouvir seus filhos

Conforme uma entrevista dada pelo prelado, a romaria de Ibiaçá já deixou de ser diocesana há muito tempo. Para ele, existe uma grande comoção popular em torno do evento mariano que, desde o ano de 2013, faz parte do calendário oficial do RS. O bispo recorda que quando ele chegou a Vacaria ele não conhecia aquela imagem da Virgem e teve a impressão de que ela era uma Nossa Senhora cansada, por estar sentada com o Menino Jesus no colo, mas só depois é que ele entendeu sua beleza. Ele explicou que a imagem simboliza que a Mãe tem tempo de ouvir os seus filhos.

Dom Irineu ainda destacou outra característica da romaria: ela é penitencial, sobretudo, porque ela cai sempre no período da Quaresma ou então próximo. “As pessoas que vêm não vêm tão preocupadas com milagres, mas realmente em fazer a devoção a Mãe Consoladora”, ressaltou o prelado.

Já para o reitor do Santuário Nossa Senhora Consoladora, padre Edson Priamo, o sucesso da romaria é tão expressivo que a capacidade física do local, para bem acolher os devotos peregrinos, já se encontra na capacidade máxima. O sacerdote também lembra que a mobilização de milhares de fiéis acontece no contexto de um município com menos de 5 mil habitantes.

“Para uma festa com tamanha dimensão, a organização da Romaria de Ibiaçá começa a ser preparada tão logo a edição anterior termina. Na verdade, são nove meses de preparação, com uma novena a cada mês, em que os subtemas vão sendo trabalhados a partir do tema central”, salientou o reitor.

Tanto para ele quanto para dom Irineu, a equipe organizadora da romaria –que inclui cerca de mil voluntários, divididos em 31 setores, e ainda 11 grupos de Canto e Liturgia-é a verdadeira responsável pelo sucesso da festividade mariana, ano após ano.

Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos

A devoção a Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos surgiu em Turim, na Itália, na metade do século V, por iniciativa do bispo São Máximo.

Segundo a tradição, Santo Eusébio, bispo de Vercelli, trouxe o quadro de Nossa Senhora Consoladora da Palestina para a Itália no século IV e o entregou a São Máximo, bispo de Turim.

São Máximo, por sua vez, no ano 440, expôs o quadro à veneração dos fiéis, num pequeno altar erguido no interior da igreja do Apóstolo Santo André. A convite do bispo, o povo, começou a venerar a Virgem daquele quadro com grande fé e devoção.

Maria respondia com muitas graças, e fatos extraordinários, sobretudo em favor das pessoas doentes e sofredoras. Sensibilizados com o amor misericordioso da Virgem Maria, São Máximo e o povo começaram a invocá-la com muitos títulos: Nossa Senhora Mãe das Consolações, Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, Nossa Senhora Consolata. (FB)

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