Novo membro da Congregação para as Igrejas Orientais, Dom Walmor deseja “zelar pela unidade entre as Igrejas Orientais Católicas”
Belo Horizonte – Minas Gerais (Sexta-feira, 21-02-2014, Gaudium Press) “Recebo esta indicação como um convite a servir mais a nossa amada Igreja e a todo Povo de Deus”, disse o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, nomeado recentemente pelo Papa Francisco como membro da Congregação para as Igrejas Orientais.
Dom Walmor contou à Gaudium Press que sente-se muito honrado pela confiança nele depositada pelo Santo Padre.
Quando perguntado sobre o que espera realizar ao lado dos demais membros desde dicastério, o Arcebispo revelou que deseja “contribuir para a unidade entre as Igrejas Orientais Católicas, promovendo o contínuo diálogo com culturas bem específicas”, sendo este um grande desafio para todos os que integram a Congregação.
“Também é prioridade acompanharmos o crescimento destas Igrejas, buscando preservar todo o patrimônio das várias tradições cristãs orientais. Essas tarefas e tantas outras exigem de todos nós muito estudo e pesquisa, para aprofundarmos ainda mais o conhecimento de toda essa tradição das Igrejas Católicas de Rito Oriental”, explicou.
Desde 2010, Dom Walmor exerce a função de Ordinário para os fiéis católicos de Rito Oriental residentes no Brasil e desprovidos de Ordinário do próprio rito.
Segundo ele, o trabalho que vem desenvolvendo tem buscado estabelecer o permanente diálogo com os fiéis católicos de Rito Oriental para fortalecimento da unidade.
“Nesse trabalho, tenho consciência de que sou um servidor e meu principal papel é de orientação e apoio.”
O prelado ainda destacou o importante trabalho desenvolvido na Arquidiocese de Belo Horizonte, em parceria com a comunidade siríaca católica, de ajuda humanitária ao povo da Síria, e destacou o crescimento da unidade das Igrejas orientais católicas nos dias atuais.
“Vejo com grande esperança, pois cresce o entendimento de que a Igreja Católica é, conforme nos ensina o saudoso Papa Paulo VI, o Corpo Místico de Cristo. São vários grupos, unidos, que constituem igrejas particulares ou ritos, em que vigora admirável comunhão. O Papa Paulo VI, no decreto Orientalium Ecclesiarum, menciona o trabalho da Igreja Católica no sentido de manter ‘salvas e íntegras as tradições de cada igreja particular e rito'”, ressaltou.
Sobre os riscos e casos de perseguição religiosa a cristãos católicos decorrentes nos países orientais, Dom Walmor lamenta a intolerância e acredita que essas atitudes apenas “atrasam o caminhar da humanidade rumo à cultura da paz”.
“É preciso respeito, tolerância, espírito de paz, compaixão, para que a Fé não seja motivo de conflitos, mas fonte de vida e fraternidade”, reforçou.
No final da entrevista, o Arcebispo de Belo Horizonte pediu orações a todos os católicos orientais do Brasil, para que o Espírito Santo conduza seus passos nesta importante missão, como membro da Congregação para as Igrejas Orientais.
“Quero citar, mais uma vez, o importante documento pontifício Orientalium Ecclesiarum, que ressalta a importância da tradição das Igrejas do Rito Oriental. ‘Nelas brilha aquela tradição que vem dos apóstolos através dos padres e que constitui parte do patrimônio divinamente revelado e indiviso da Igreja universal’. Assim, é dever de todos os católicos do Rito Oriental manter viva essa tradição e trabalhar para que cresçamos todos, juntos, na unidade. Contem sempre com o meu apreço e amizade”, concluiu Dom Walmor.
Por Leandro Massoni Ilhéu





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