"A Escola Católica pode contribuir para que surjam pessoas verdadeiramente novas, artífices de uma nova humanidade", diz o arcebispo de Porto Alegre
Porto Alegre – Rio Grande do Sul (Segunda-Feira, 17/02/2014, Gaudium Press) Dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, escreveu um artigo intitulado “As escolas católicas na Arquidiocese de Porto Alegre”. Na reflexão, ele afirma que nossos dias de grandes e rápidas mudanças sociais, culturais e religiosas suscitam desafios educativos que interpelam também a Escola Católica, cuja missão é dar respostas adequadas tanto no âmbito de conteúdos e métodos didáticos quanto no âmbito da experiência comunitária, que caracteriza sua ação educativa.
O prelado cita o exemplo do que aconteceu em uma Escola Católica na Albânia, que depois de anos de repressão foi reaberta, acolhendo jovens de diferentes credos religiosos e também agnósticos. Dom Jaime afirma que isto só foi possível porque ela se transformou em um “lugar de diálogo e de sereno confronto, onde são promovidas atitudes de respeito, escuta, amizade e espírito de colaboração”.
Com relação a Arquidiocese de Porto Alegre, o arcebispo ressalta que as 57 Unidades Católicas de Educação presentes na capital gaúcha oferecem aos Educandos um percurso de formação escolar orientado para que realizem a síntese entre fé e razão, cultura e vida.
“Percurso que se dá através de um claro Projeto Educativo que – tendo em Cristo seu fundamento – não se limita à aprendizagem de necessários conhecimentos ou informações gerais, mas é capaz de suscitar e orientar as melhores energias dos estudantes na busca da verdade e do sentido da existência, bem como para a construção integral de si e da vida, no horizonte das dimensões que compõe o ser humano: humano-afetiva, intelectual, física, psíquica, comunitária, espiritual”, diz.
Ainda de acordo com o prelado, educar as jovens gerações em comunhão e para a comunhão é um compromisso sério, que não pode ser improvisado. Portanto, acrescenta dom Jaime, as Escolas Católicas presentes na arquidiocese assumem importantes atitudes, tais como: acompanhar os educandos – em clima de “cultura vocacional” – no dar cotidianamente respostas aos apelos de Deus em toda sua vida e ajudar os educandos a fazer a leitura crítica da realidade do mundo que os circunda, empenhando-os na construção da civilização do amor.
Além disso, o arcebispo destaca que as escolas pretendem também apoiar de modo simples e profundo, rico de sensibilidade e delicadeza as famílias, especialmente as mais fragilizadas ou desagregadas; constituir uma Comunidade Educativa que assume os valores evangélicos – à luz da comunhão eclesial – como norma educativa e meta final do percurso escolar; oferecer uma proposta educativa de excelência, que mantém atualizadas sua metodologia e seu material didático e organizar a Pastoral Escolar, a Pastoral da Educação e o Ensino Religioso Escolar na perspectiva de uma “escola em pastoral”.
Outros compromissos assumidos pelas escolas católicas da região e salientados por dom Jaime são: otimizar os espaços físicos para que favoreçam toda a Comunidade Escolar a vivência de significativos momentos de partilha de vida; participar com interesse nas ações promovidas pela ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil); qualificar permanentemente os Educadores, incentivando-os à constante aproximação afetiva e efetiva dos Educandos e reconhecer e anunciar Jesus Cristo, a todos e a cada um, como o único verdadeiro mestre.
Por fim, o prelado enfatiza que quem percebe os problemas e as dificuldades que atormentam o mundo, quem ama e compreende a Juventude de hoje, facilmente reconhecerá que a Escola Católica pode contribuir muito para que surjam pessoas verdadeiramente novas, artífices de uma nova humanidade. (FB)





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