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"A fé é a vitória que vence o mundo e a oração é a alavanca que o move", afirma arcebispo de Londrina

Londrina – Paraná (Quinta-Feira, 13/02/2014, Gaudium Press) “Os quatro tesouros da fé”. Este é o título do último artigo de dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina, no Estado do Paraná. Na reflexão, o prelado afirma que o credo, os sacramentos, os mandamentos e a oração constituem os quatro tesouros da fé, que são as quatro partes do Catecismo da Igreja Católica. Para o arcebispo, onde está nosso tesouro, aí estará nosso afeto, nosso interesse, nosso coração, nosso prazer.

Com relação ao credo, dom Orlando afirma que os doze artigos que professamos cada vez que rezamos o “Creio em Deus Pai”, é o primeiro tesouro da fé. Segundo ele, trata-se da nossa profissão de fé, ou confissão da fé que testemunhamos publicamente diante das pessoas. O prelado diz que o credo é também chamado de “símbolo da fé”, e que professar a fé é um dever, uma necessidade, um testemunho público daquilo que cremos.

“O Credo é um tesouro que deve ser guardado no coração, lembrado na mente, rezado nas celebrações, repetido nas refeições, proclamado nas praças, meditado nas vigílias. Esta profissão de fé faz crescer, amadurecer, frutificar e transformar os corações, a Igreja e a sociedade”, completa.

Já os sacramentos, explica o arcebispo, são tesouros da fé que aprendemos no catecismo, celebramos na liturgia, confessamos na vida e recebemos nas celebrações, robustecendo e revigorando nossa fé.

Outro tesouro mencionado pelo prelado é o decálogo, que nos indica a vivência ética, social e moral da fé. Dom Orlando explica que a fé se manifesta nas obras, e que os Dez Mandamentos e as Bem-aventuranças são um hino ao amor de Deus e ao próximo, pois protegem a aliança entre Deus e nós, colaboram para o bem comum da humanidade, são expressões concretas do reino de Deus.

“Além disso, indicam o caminho da justiça, da dignidade e da paz. Ensinam a respeitar e conviver com os outros. Protegem e defendem a liberdade, isto é, livram-nos do mal. Ajudam a superar o egoísmo, a paixão e a cegueira. Enfim, são o reino da liberdade”, acrescenta.

O arcebispo fala ainda sobre a oração, o quarto tesouro da fé, que segura todos os outros, e por isso precisa ser cada vez mais descoberto, valorizado e praticado. Conforme ele, a fé se manifesta na oração e por sua vez a oração protege e aumenta a fé. Dom Orlando acredita que rezar com fé e acreditar na oração são atitudes complementares, e que ser fiel ao plano de oração é o que salva nossas vidas. “Salve a oração e a oração te salvará.”

A lei de rezar, de acordo com o prelado, é a lei de crer, e que rezamos porque cremos e cremos e por isso rezamos. Para ele, quem não reza é um cristão em perigo, pois corre o risco de fracassar. “O cristianismo sobressai pela arte da oração. Quem reza sustenta, alimenta, protege sua fé. A oração é o combustível da fé. A fé é a vitória que vence o mundo e a oração é a alavanca que o move. Quanto mais orantes, tanto mais iluminados e fortes na fé. Fé e oração são inseparáveis, indissolúveis, são siamesas”, salienta.

Por fim, Dom Orlando ressalta que estes quatro tesouros da fé são também os quatro pontos cardeais de nossa vida, as quatro leis básicas: filiação com Deus, fraternidade com os irmãos, aceitação de nós mesmos e o cuidado com a natureza. (FB)

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