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Dom Petrini fala sobre o Sínodo dos Bispos

Camaçari – Bahia (Quarta-feira, 12-02-2014, Gaudium Press) “O Papa Francisco não quer que o Sínodo se limite a repetir o que a doutrina da Igreja diz sobre o matrimônio e a família. Ele quer ouvir os fiéis, os casais, para compreender ‘as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje'”, disse o Bispo de Camaçari, na Bahia, e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini, em entrevista concedida para o Jornal do Santuário de Aparecida.dom_petrini.jpg

Para Dom Petrini, a atitude do Pontífice para com o Sínodo das Famílias é admirável, pois “busca dialogar com as pessoas de maneira que o que a Igreja dirá não poderá ser um ‘discurso’ teórico, abstrato, distante das alegrias e das tristezas que quotidianamente o povo cristão enfrenta”.

Sobre os desafios da família, o prelado garante que o maior deles é o de “despertar a esperança de que o amor humano, quando vivido segundo o desígnio de Deus como dom sincero e total de si para o bem e para a felicidade de outra pessoa, é o melhor caminho para a realização humana, para a felicidade que dura”.

Segundo Dom Petrini, quando empobrecemos a maneira de viver o amor ou também quando a disponibilidade a abraçar algum sacrifício para o bem do outro é substituída pela preferência de sacrificar outros para o próprio bem estar, “não há clima para vivenciar a Fé e para transmiti-la às novas gerações”.

“A vida em sociedade e, de maneira especial, o mundo do trabalho, não estão organizados para favorecer a família, para valorizar a paternidade e a maternidade. São exigidos ritmos de trabalho e se gastam horas para locomover-se nas grandes cidade de tal forma que não sobra tempo para os pais terem tempo para se dedicar aos filhos. Por sorte, há muitos avós que acolhem e se dedicam às crianças. Mas muitas vezes os educadores são a TV, a internet, os videogames e babás, nem sempre preparadas para a tarefa”, explicou.

O tema criança em meio ao relacionamento familiar também foi comentado pelo Arcebispo de Camaçari, que esclareceu da seguinte forma: “uma criança necessita de receber vacina para crescer sem problemas, necessita de alimentação e de escolas. Elas têm uma necessidade muito maior de crescer tendo um pai e uma mãe perto, para terem modelos de maturidade humana com os quais possam identificar-se e crescer”.

De acordo com Dom Petrini, o Sínodo dos Bispos reafirmará que “o coração de Deus, o coração de Jesus e sua prática estão repletos de Misericórdia, isto é, da atitude que se dobra sobre o que é miserável para acolher, abraçar, curar as feridas”.

“A Misericórdia procurará todos os caminhos possíveis para aliviar o sofrimento de muitas pessoas, sem contradizer, contudo, nem a verdade e nem a justiça. Vamos aguardar para ver o que o Espírito sugere à Igreja”, reforçou.

Quando perguntado sobre a preparação dos noivos, ainda muito jovens, para o matrimônio, o Presidente da Comissão Episcopal da CNBB disse que a Igreja vem recomendando uma preparação remota para o casamento, iniciada com a catequese em preparação ao sacramento da Eucaristia e, mais ainda, ao sacramento do Crisma.

Além disso, continuou, já existe a prática de uma preparação próxima, de aproximadamente um ou dois anos antes da celebração do matrimônio, “para que possam aprender a viver o amor humano como a aventura mais fascinante quando vivida em Cristo, experimentando que seu amor humano, necessariamente frágil, é potencializado pela presença de Jesus Cristo, graças ao sacramento do matrimônio”. (LMI)

Da redação, com informações Diocese de Camaçari

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