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Arcebispo de São Paulo: a Fé e a prática do amor fraterno

São Paulo (Segunda-feira, 10-02-2014, Gaudium Press) “Muito papel e tinta já foram gastos para discutir se a Igreja deve ocupar-se apenas do ‘espiritual’ ou se também lhe cabe interessar-se pelas questões mais concretas, referentes à vida do homem neste mundo”, afirmou o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.cardeal_dom_odilo_pedro_scherer.jpg

Segundo o Arcebispo, em seu mais recente artigo, “a Igreja de Cristo, neste mundo, é formada de pessoas e instituições concretas, histórica e socialmente situadas, com as quais ela exerce sua missão”.

O Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), explicou Dom Odilo, ressalta algumas questões, destacando que a evangelização tem uma clara dimensão social.

“Da adesão à Fé cristã, quando verdadeira, decorre um compromisso social amplo e a adoração de Deus implica necessariamente no reconhecimento da dignidade de todo ser humano, amado e querido por Deus, bem como no esforço em prol da fraternidade e da justiça. Reconhecer Deus como criador e origem última das criaturas, leva ao respeito por todas elas.”

Para o Cardeal, “nada é mais antigo e originário no Cristianismo do que os dois amores inseparáveis”: Deus e o próximo, pois, desde os primórdios, os cristãos aprenderam que “a Fé sem as obras é morta em si mesma”; e que “as obras da Fé incluem sempre a prática do amor fraterno, a atenção aos pobres, doentes e desvalidos, sem exclusão de ninguém”.

A opção preferencial da Igreja pelos pobres, prosseguiu Dom Odilo, “não tem motivação ideológica, nem implica na exclusão dos que não são pobres”, pois ela possui origem e inspiração no exemplo e nas palavras do Nosso Senhor, devendo ser traduzida em ações concretas de solidariedade para com os doentes e todos os deserdados dos bens deste mundo.

“A palavra do Papa Francisco, dirigida aos membros da Igreja, longe de ser triunfalista, é um chamado à realidade e à atitude consciente; a ‘alegria do Evangelho’ é um bem para a comunidade humana inteira, não podendo ficar retida no coração dos fiéis: ela é ‘boa nova’ para todos. Para os pobres, em primeiro lugar”, concluiu. (LMI)

Da redação, com informações Arquidiocese de São Paulo

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