“A família, Igreja e comunidade devem trabalhar juntas, pelo bem das pessoas, da família e da sociedade”, afirma bispo de Erexim
Erexim – Rio Grande do Sul (Segunda-Feira, 10/02/2014, Gaudium Press) Em seu mais recente artigo, que tem como título “Valores de uma família cristã”, dom José Gilson, bispo da diocese de Erexim, no Rio Grande do Sul, afirma que no início do cristianismo os cristãos foram acusados de tumultuar a vida familiar, de destruir as famílias, de não respeitar a ordem patriarcal tradicional da vida familiar.
O prelado explica ainda que, em razão disso, os cristãos foram considerados como uma ameaça para a ordem política e social estabelecida, pois sua concepção de família ia muito além das estruturas deste mundo. “Neste sentido creio ser importante recuperar esta visão cristã de uma família de Deus mais ampla ao valorizar a família como instituição do amor”, completa.
Ainda de acordo com dom José, isto a partir do princípio de que toda criança cristã deveria sentir ao seu redor a presença do amor, como um estímulo para a sua trajetória de vida e de inserção na família mais ampla, a família formada pela fé em Deus.
“Quando falamos de família de Deus, não pensamos somente na família biológica, mas também nas comunidades, famílias ampliadas, integradas numa paróquia, que se constitui numa rede de comunidades cristãs. Nelas estão incluídas todas as pessoas, portadoras da imagem de Deus, unidas pelo vínculo da fé, que vai além dos laços de parentesco”, disse.
Além disso, o bispo salienta que a vida familiar cristã, em suas formas e expressão, está bastante relacionada com a vida da comunidade cristã local. “Completam-se mutuamente”, sublinha. Conforme ele, a comunidade cristã tem um papel muito importante na formação da vida de fé de seus membros, mas é fundamental o ambiente familiar, ou a família transmitir os valores cristãos básicos.
“Não se pode querer que os outros ensinem ou transmitam a lição que deveria ser feita e transmitida em família, a primeira escola de todos nós. Neste sentido, os professores nas escolas não poderão compensar os erros ou a negligência das famílias na hora de serem escolas de amor criativo que apoiam os filhos”, destaca.
Por fim, o prelado enfatiza que as igrejas locais não podem compensar os erros ou a omissão dos pais na hora de providenciarem aos filhos uma educação inicial ao amor, e as famílias não podem cumprir adequadamente esta vocação se a comunidade cristã local as abandona ou as priva do apoio espiritual necessário para cumprirem a missão.
“Por isso é importante que as instituições: família, Igreja e comunidade trabalhem juntas na transmissão de valores cristãos pelo bem das pessoas, da família e da sociedade”, conclui. (FB)





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