Bispo: “pai da família presbiteral”
Rio de Janeiro (Sexta-feira, 07-02-2014, Gaudium Press) Por ocasião do 23º Curso para Bispos na Casa de Estudos do Sumaré, no Rio de Janeiro, o Arcebispo e recém-nomeado Cardeal pelo Papa Francisco, Dom Orani João Tempesta, tomou a liberdade de escrever um artigo falando deste evento importante para a Igreja no Brasil.
Em alusão ao tema Bispo e os Presbíteros, os demais subtemas, de acordo com o prelado, fazem parte das comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II.
“Como fruto da reflexão destes dias e mesmo em preparação a eles, aproveito o ensejo para uma meditação ‘pública’ do assunto, revendo alguns documentos do magistério. Creio que esse relacionamento deve ser pautado pela mútua confiança e renovado empenho de anunciar o Evangelho neste momento histórico e em todos os seguimentos da sociedade”, escreveu.
Dom Orani afirmou que o presbitério deve sempre permanecer unido ao seu Bispo e não deve agir sem a presidência do seu pastor próprio.
“O Bispo, pai da família presbiteral, por meio do qual o Senhor Jesus Cristo, Supremo Pontífice, está presente no meio dos batizados, sabe que é seu dever dirigir o seu amor e a sua solicitude particular para os sacerdotes e os candidatos ao sagrado ministério. O Bispo deve ajudar os seus sacerdotes, a quem deve ter apreço, ouvir as suas dificuldades e velar para que o seu presbítero exerça o seu ministério.”
Segundo Dom Orani, “o Bispo Diocesano, antes de tudo, é o pai do seu padre. Deve lhe dar respeito, carinho, ouvir pacientemente e considerar a trajetória do próprio sacerdote, colocando-o em um trabalho pastoral, administrativo, curial, jurídico, formativo, educacional, levando em conta sempre as suas aptidões”.
Ainda conforme o Arcebispo, o Bispo Diocesano não governa a sua Diocese sozinho, pois ele o faz em comunhão com o seu presbitério, através do diálogo com as várias instâncias diocesanas, desde o Colégio Episcopal, com os seus Bispos Auxiliares, o Colégio dos Consultores e o Conselho Presbiteral.
O Bispo, continuou, vai amadurecendo o seu modo de agir como aquele que, em nome de Cristo Cabeça, guia a Igreja Particular como autêntica esposa de Cristo.
“O Bispo é o que mais deve ouvir. É o primeiro a ser o ponto de ‘convergência’, de superação de conflitos”, lembrou.
No final do seu artigo, Dom Orani destacou:
“Os presbíteros são o rosto da Igreja, aqueles ungidos que, indo ao encontro da ‘Ecclesia’, vivem o anúncio universal do Reino de Deus: ‘Conversão pastoral’ e testemunho de Cristo.” (LMI)
Da redação, com informações Arquidiocese do Rio de Janeiro





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