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Apresentação do Senhor: “Estava aí o Salvador, escondido numa simples e modesta criança”

Novo Hamburgo – Rio Grande do Sul (Sexta-Feira, 31/01/2014, Gaudium Press) Dom Zeno Hastenteufel, bispo da diocese de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, destacou, em um artigo, que neste ano o dia 2 de fevereiro cai em um domingo. Ele reforça que este é o dia em que nós católicos festejamos Nossa Senhora, com os mais diversos títulos: em Porto Alegre, em centenas de paróquias, se festeja a Nossa Senhora dos Navegantes; no Rio e em muitas cidades mineiras celebram Nossa Senhora da Candelária; enquanto o nordeste brasileiro faz as grandes romarias em honra a Nossa Senhora das Candeias.

Dom Zeno salienta que o certo é que a liturgia católica deste domingo comemora a festa da apresentação do Senhor! O prelado lembra que se trata do episódio em que Maria e José levam o menino ao templo, para ser apresentado ao Senhor, e na ocasião deveriam fazer a sua oferta pelo parto feliz, que para os pobres significava oferecer um par de rolas. Ele ressalta que o Filho de Deus foi classificado entre os pobres de sua época, e ali estavam cumprindo um rito prescrito pela Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor” ( Lc 2,23).

“No templo aconteceram dois encontros, até certo ponto surpreendentes e, aos olhos humanos, não previstos. Trata-se do encontro com o velho Simeão e com a profetisa Ana. O Simeão compreende tudo e logo se manifesta: ‘Agora, Senhor, segundo a tua promessa, deixas teu servo ir em paz, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo'”, destaca.

Segundo o bispo, depois Simeão ainda abençoou os pais do menino e disse a Maria: “Este menino será causa de queda e de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição e uma espada de dor traspassará a tua alma! Havia também ali uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade avançada. Quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficou viúva e estava agora com oitenta e quatro anos. Não saía do templo; dia e noite servia a Deus com jejuns e orações. Naquela hora, Ana chegou e se pôs a louvar Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém” (Lc 2, 36-38).

Por fim, dom Zeno enfatiza que certamente Deus tinha preparado este encontro com estes dois velhinhos. Foram muito importantes, de acordo com o bispo, porque no templo e em toda a sua volta, com as pessoas mais ligadas ao templo, estes dois fizeram a sua parte e devem ter falado a respeito destes encontros até o fim de suas vidas. “Para eles, não havia dúvidas, estava claro que agora estava aí o Salvador, um Deus poderoso em obras e palavras, escondido numa simples e modesta criança. E seus pais guardavam tudo isto em seus corações”, conclui. (FB)

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