Sacerdote brasileiro recebe ligação telefônica do Papa
Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 30-01-2014, Gaudium Press) O que você diria ao Papa Francisco se ele ligasse para você? Uma das práticas mais decorrentes de seu Pontificado, o Santo Padre tem surpreendido diversas pessoas que, desprevenidas, são agraciadas pelas palavras de paz e conforto do sucessor do Apóstolo São Pedro.
Desta vez, a história aconteceu com um sacerdote brasileiro. O Padre Gleidson de Paula Souza, da Congregação de Dom Orioni, recebeu no último dia 20 de janeiro a ligação surpresa do Pontífice.
“Na segunda-feira dia 20, estava estudando. Às 15h56 tocou o meu celular. Era um número privado. Uma voz repetiu várias vezes: ‘É o Gleidson? É o Gleidson? Eu falo com o Gleidson?’. Respondi: ‘Sim, Santo Padre, sou o Gleidson’. E ele prosseguiu: ‘Vejo que reconheces a minha voz. A minha voz já é muito conhecida'”, contou.
O Padre Gleidson disse que havia escrito uma carta ao Papa e a entregou para uma amiga, que visitaria a Paróquia Sagrado Coração de Jesus no dia 19 de janeiro, quando o Santo Padre presidiu uma celebração no local. Segundo o sacerdote, ela deu a mensagem ao Papa, que a guardou no próprio bolso.
Um dia após o Pontífice receber sua carta, o religioso foi surpreendido com a ligação do Papa, que o convidava para ir à Casa Santa Marta, no Vaticano.
O Padre Gleidson falou com o Santo Padre sobre o que havia escrito na carta em relação ao caminho vocacional. Logo depois, o Papa disse: “Venha me encontrar”. O sacerdote, então, o convidou para visitar a comunidade do Instituto Teológico, situada no Monte Mario, na Itália. Porém, o Papa respondeu não saber se havia possibilidade de ir, mas que o deixaria informado sobre sua decisão durante esses dias.
Já na quinta-feira, 23, o Papa Francisco chamou-o novamente, convidando-o para ir à Casa Santa Marta. Então, o Padre Gleidson se apresentou nos portões da residência vaticana, acompanhado pelo Diretor da Comunidade, Padre Carlo Marin, e do Padre Giacomo Defrancesco.
Durante o encontro, o Pontífice destacou a Congregação dos Orionitas, recordando que, em Buenos Aires, sua terra natal, ainda quando noviço jesuíta, havia feito uma experiência como voluntário no Cottolengo de Claypole durante 15 dias.
No final da conversa, o Padre Gleison teve um encontro privado com o Papa durante aproximadamente 35 minutos. Neste tempo, ele se confessou para o Santo Padre, assim como havia pedido na carta. “Ele não me deu respostas, mas me deu liberdade de refletir dizendo que está comigo”.
Ao concluir seu relato, o presbítero afirmou que o Papa “está nos evangelizando não apenas com palavras, mas com a sua presença acolhedora, sua simplicidade, gestos e ternura”. (LMI)





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