Cruzada de Maria: Jovens peregrinam por 400 km entre Argentina e Chile
Mendoza – Argentina (Sexta-feira, 24-01-2014, Gaudium Press) A Cruzada de Maria, uma peregrinação a pé por 200 km na Cordilheira dos Andes entre a Argentina e o Chile, começou no último dia 16 de janeiro, na cidade de Mendoza (Argentina), e tem previsão de chegar a Santiago do Chile no dia 1º de fevereiro. O evento, que envolve cerca de 200 jovens de sete países, é organizado anualmente pelo Movimento de Schoenstatt. Segundo os organizadores, a peregrinação é “uma aventura motivada por uma grande loucura de amor: uma luta para levar Maria a todos os ambientes de nossas vidas e de nossa sociedade, para que Ela, em virtude da Aliança de Amor, nos conduza a Cristo”.
A peregrinação começou no Santuário de Schoenstatt em La Puntilla (Mendoza), e culminará em um Santuário semelhante em Bellavista (Santiago do Chile), passando pelo Cristo Redentor localizado na fronteira entre os dois países, o Santuário de Santa Teresa dos Andes e o Templo de Maipú. “A Cruzada de Maria une jovens de vários países, Argentina, Chile, Brasil, Paraguai, México, Equador, entre outros, que durante todo este tempo caminham sob a bandeira de Maria”, destacam os organizadores.
A programação da peregrinação inclui para cada dia um tempo de silêncio, entoação de canções religiosas e a recitação do Santo Rosário. Da maneira similar a como sucede nas peregrinações como o Caminho de Santiago, os participantes estreitam os vínculos de amizade e convivência ao longo do percurso, em uma experiência que é frequentemente qualificada como inesquecível.
As condições de viagem são exigentes. O alojamento é obtido nas escolas ou regimentos, mas também ao ar livre, em margens de rios ou encostas de montanhas. O almoço é composto, de acordo com a agência AICA, de “um ovo, um tomate, uma batata cozida, um pão e uma fruta”. O jantar é geralmente “um prato de macarrão, feijão ou lentilhas, que fornecem energia”. Os jovens caminham durante a metade de um dia, descansam durante a tarde e participam da Eucaristia.
Conseguir atravessar as montanhas pela mesma rota que cruzava o exército independentista há dois séculos significa para os jovens “uma manifestação do que a Fé pode realizar, de como se podem superar os obstáculos que a vida apresenta, simplesmente mantendo firme o curso e um horizonte claro”, diz a apresentação oficial. A independência desta vez não é social nem política, mas “contra aquilo que produz distanciamento de Deus, que impede descobri-lo nas proximidades e viver uma relação de Aliança de Amor com Ele. Não se trata de mobilizar canhões, mas espíritos, prontos para dar-se por inteiro para que Maria reine no meio de seu povo e os Santuários Marianos são um permanente convite a isso. (GPE/EPC)





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