Bispos da República Dominicana recordam ao Estado o dever de proteger a família
Santo Domingo – República Dominicana (Quinta-feira, 23-01-2014, Gaudium Press) Um chamado ao Estado para que assuma o seu dever de proteger a vida e a família é o que fizeram recentemente os Bispos da República Dominicana em sua mais recente carta pastoral intitulada “Família Cristã: vive e proclama tua Fé”, onde recordam aos fiéis, às pessoas de boa vontade e, sobretudo ao Estado o valor da vida e da família.
“É importante recordar o dever do Estado de proteger e defender a família como fundamento do bem-estar, do desenvolvimento e da paz na sociedade. Nem toda proposta com etiqueta de modernismo favorece a vida humana”, sublinham os prelados na carta, que foi apresentada por ocasião da Solenidade de Nossa Senhora de La Altagracia, protetora do povo dominicano.
A este respeito, continuam: “grandes impérios ruíram ao longo da história quando seus governantes agradaram ao povo em sua sede de prazeres. Há propostas que podem danificar. A ética e moral não se podem perder de vista. O legislador não está para agradar interesses, mas para promover o Bem Comum”.
Os Bispos também falam sobre os desafios que na atualidade devem enfrentar as famílias cristãs, e que, reforçados pela globalização das comunicações, vem afetando a vida de Fé e os valores que a sustentam, tais como os freqüentes divórcios, a falta de evangelização e a catequese nas casas; assim como a falta de uma educação sexual que seja realizada com seriedade e ajustada à moral e à verdade.
“Corresponde ao Estado e a todas as instituições da sociedade oferecer às famílias os meios adequados para que possam cumprir o seu papel fundamental a favor da mesma sociedade”, acrescentam.
Neste sentido, os Bispos dominicanos convocam as Igrejas Diocesanas para que priorizem dentro de seu planejamento pastoral a evangelização nas famílias. Além disso, chamam as instituições educativas católicas, especialmente as Universidades e Seminários, para que facilitem a formação de agentes especializados “que possam contribuir diretamente para orientar e guiar as famílias e colaborar na solução de conflitos familiares e matrimoniais”.
Concluindo, os prelados estimulam as famílias evangelizadas para que continuem crescendo “em sua vivência como discípulos de Jesus e tenham como modelo a família de Nazaré, sendo testemunho transparente da realização do plano original de Deus”.
“Cultivem em família a escuta da palavra de Deus, a oração, a prática da ‘lectio divina’, a participação na Eucaristia e o diálogo aberto, ajudando-se uns aos outros, com uma certa revisão de vida e de trabalho apostólico e social”, finalizam. (GPE/EPC)





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