“É na gratuidade que se revela o verdadeiro amor”, afirma bispo de Frederico Westphalen
Erexim – Rio Grande do Sul (Quarta-Feira, 22/01/2014, Gaudium Press) Inspirado pelo tema “O amor da família”, dom José Gislon, bispo da diocese de Erexim, no Estado do Rio Grande do Sul, escreveu seu mais recente artigo. No início da reflexão, o prelado lembra que estamos em pleno mês de janeiro, período de férias escolares e férias do trabalho, mas também celebrando o Ano Diocesano da Família.
Segundo o bispo, a vida é para todos nós uma escola de aprendizado constante, e é na família que as crianças aprendem a confiar no amor de seus pais. Para ele, a família também tem uma função pedagógica, pois é nela que aprendemos a amar, e na escola do amor, todos nós somos eternos discípulos.
Dom José ainda explica que o amor a Deus e ao próximo sempre foi uma marca forte do cristianismo, que procurou fazer do amor o centro de todas as relações humanas. Ele salienta que mesmo tendo presente que o amor não pode ser ensinado como um curso acadêmico, devemos ter consciência de que todos os aspectos da nossa vida podem ser afetados pelo amor: o amor divino, o nosso amor e o amor ao próximo.
No entanto, de acordo com o prelado, aprender a amar é um processo, em que é preciso ter bem presente que o amor verdadeiro, nem se compra, nem se vende, porque é na gratuidade que se revela o verdadeiro amor.
“Esse amor gratuito deveria estar presente na vida familiar, mas sabemos que mesmo nas melhores famílias podem surgir ocasiões em que a presença desse amor é deficiente e o lar em vez de ser um recanto de paz e de aconchego pode representar um lugar de violência, de falta de compaixão e de destruição da vida dos filhos e dos pais. O certo é que nenhuma criança pode sobreviver sem ao menos um pouco de amor e atenção”, completa.
Por fim, dom José afirma que aquilo que aprendemos na convivência familiar sobre o amor pode ser aperfeiçoado, desenvolvido, confirmado, negado ou assimilado na trajetória da nossa vida. Conforme ele, na base de todo desenvolvimento estará sempre a experiência do amor que recebemos nos primeiros anos de vida.
“Neste sentido, a família pode ser reconhecida como a primeira instituição de amor que tem uma forte influência durante toda a nossa vida. Que no aconchego do lar, as nossas famílias saibam cultivar o amor, como sinal da presença do amor de Deus”, conclui o bispo. (FB)





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