Uma nova missão
Rio de Janeiro (Terça-feira, 21-01-2014, Gaudium Press) “Com gratidão a todo o povo peço as graças de Deus para esse novo serviço a que fui chamado pelo Papa Francisco a prestar para a Igreja, e com ela, para o mundo de hoje. Como disse a todos que consegui cumprimentar: peço suas orações para desempenhar essa nova missão.”
Foi assim que o Arcebispo Dom Orani João Tempesta respondeu, em seu mais recente artigo, aos milhares de fiéis brasileiros que celebraram a criação de mais um cardeal para o país.
Dom Orani confessa que apenas soube da escolha do Santo Padre após celebrar uma Missa ao vivo na TV Brasil:
“Havia acabado de celebrar, ao vivo pela televisão em rede nacional e, dentro da programação da Trezena de São Sebastião, estava me dirigindo para a Cruzada São Sebastião”, contou.
Segundo ele, quando estava dentro do veículo em direção ao seu destino, resolveu acessar o aplicativo para celular para seguir os atos do Papa, durante a oração do Angelus daquele domingo.
“Estava assistindo ao Ângelus diretamente de Roma quando fui surpreendido pelo anúncio do Santo Padre Francisco inscrevendo o arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro no Colégio dos Cardeais.”
Dom Orani sabia que a sua escolha como novo cardeal era cobrada pelos cariocas, mas tinha ciência que a decisão era uma atitude espontânea do Papa.
O Arcebispo encara o novo desafio como uma grande responsabilidade, sendo uma honra para ele assumir o cargo cardinalício.
“Em primeiro lugar gostaria de manifestar a minha gratidão pela alegria do povo da cidade do Rio de Janeiro com a nomeação de seu bispo para cardeal. Para todos os lados e em todos os lugares observamos a vibração, a alegria do povo de ter o seu ‘cardeal carioca’. Sinto-me carioca, desde quando iniciei a missão nesta arquidiocese, que foi quando esta Igreja se apossou do meu coração. Amo esta cidade, sirvo com carinho a gente abençoada desta Igreja e sou muito agradecido por este carinho espontâneo. Experimento que todos se sentiram nomeados junto comigo e sei que, de certa forma, assim o foram. Deus os abençoe por esta generosa espontaneidade”, escreveu.
Logo depois, Dom Orani agradece o Papa Francisco pela nomeação, um motivo de alegria e também de grande responsabilidade, pois espera contar com as orações de todos para exercer essa função “em perfeita sintonia com o Santo Padre, com o Magistério Pontifício e em comunhão com o Colégio Cardinalício”.
“Essa missão exige uma sintonia perfeita com o Papa Francisco. Na semana em que convivemos aqui no Rio de Janeiro eu tive a alegria de contemplar o homem de Deus que é o Papa Francisco, com a sua generosidade na acolhida das pessoas, na sua simplicidade, no seu verdadeiro espírito evangélico e na sua espiritualidade profunda, que sempre acolhe a todos.”
O futuro purpurado recorda que o chamado aconteceu enquanto a Igreja celebrava o Batismo do Senhor, o que ele acreditou ser um chamado para a renovação do compromisso como um cristão católico batizado, “chamado a testemunhar Jesus Cristo, anunciando-o e testemunhando-o com a vida e a palavra”.
Dom Orani voltou a agradecer aos muitos telefonemas, mensagens de texto, emails, telegramas e recados que recebeu ou que foram entregues pela assessoria da Arquidiocese.
Quando perguntado sobre o que sentiu no momento em que havia sido nomeado cardeal, no final do domingo, o Arcebispo respondeu:
“Concluí o dia da Trezena de São Sebastião aos pés do Cristo Redentor no Corcovado. Eu refleti que assim como de todos os lados desta cidade se pode contemplá-Lo, pedi a Deus que me faça sempre ter como centro de minha vida e contemplar sempre o Cristo Jesus, Salvador. E nessa missão que recebo pedi ao Senhor que me dê os olhos de contemplar o mundo como simboliza o Cristo, que do alto do monte contempla a cidade e os arredores. Que eu tenha os olhos como de Cristo para ver a tudo e a todos nessa missão universal. E que em tudo tenha, como o Cristo do Corcovado, os braços abertos para todos acolher.”
No final de seu artigo, Dom Orani pediu para que todos rezassem por ele, pois este serviço será, segundo ele, uma grande responsabilidade. (LMI)
Da redação, com informações Arquidiocese do Rio de Janeiro





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