Também vós, ficai preparados!
São Paulo (Quinta-feira, 05-12-2013, Gaudium Press) Em seu mais recente artigo, o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, afirmou que “há muitos modos de compreender a vida”, pois o ser humano tenta responder a ela por meio de suas múltiplas expressões simbólicas e culturais.
Refletindo sobre a primeira Exortação Apostólica escrita pelo Papa Francisco, “Evangelii Gaudium”, Dom Odilo fez uma observação:
“Trazemos em nós um anseio irreprimível de superação das nossas limitações, de plenitude e de paz. Isso move continuamente a humanidade a trabalhar, a buscar soluções, a mover-se para uma perfeição, que conseguimos alcançar apenas em parte. Leva também a certeza de que o ‘pior’ não é o ‘melhor’ e, portanto, não nos conformamos com as coisas que vão mal, mas continuamos a lutar”.
A Fé cristã, de acordo com o purpurado, baseada na Palavra de Deus, apresentada com abundância no Advento, nos diz que “Deus não nos fez para a frustração, mas para a plenitude”, pois “nossa vida não se esgota na precariedade insuperável do ‘reino terrestre’, mas está voltada para o ‘reino celeste’, ao qual Deus nos atrai e chama a participar, por sua graça e benevolência”.
Dom Odilo destacou que não estamos sozinhos, pois devemos confiar na ajuda de Deus, que vem até nós através de seu filho, o Nosso Senhor Jesus Cristo.
“Por isso, nossa vida não precisa estar mergulhada na desorientação e tristeza. Desde agora, sabemos onde está a luz, o caminho, a porta, o pão, a água, a companhia segura durante o nosso peregrinar neste mundo. Depende de nós, aceitar a companhia de Deus e sua paterna providência, ou rejeitá-la”, explicou.
Continuando, o Arcebispo disse que Deus é quem nos mostra os caminhos e nos faz discernir sobre as escolhas certas, concedendo sua ajuda para que escolhamos o bem. “Na linguagem da Fé, isso significa viver ‘atentos e vigilantes’, como nos é dito de várias maneiras na Liturgia do Advento”, lembrou.
Para o Cardeal, a grande tentação do homem é a de ser o “deus” de si mesmo, acima do bem e do mal, porém, “somos criaturas” e não “senhores absolutos do nosso ser e do julgamento sobre nossas decisões”, pois a vida e nossas capacidades, incluindo a liberdade para as escolhas, são dons, que nos são confiados por Deus.
‘Por isso, cabe-nos ‘vigiar’ sobre nós mesmos e sobre nossas escolhas”.
Concluindo, Dom Odilo assinalou que a “pedagogia de Deus” nos conduz pelas estradas da vida, para alcançarmos a meta suprema de nossa existência, que é o grande encontro com Ele, para que sejamos considerados dignos de participar do “banquete da vida eterna”. (LMI)
Da redação, com informações Arquidiocese de São Paulo





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