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“A fé autêntica não pode ser vivida de forma individualista"

Erexim (Quinta-Feira, 14/11/2013, Gaudium Press) Com o tema “A fé vivida em comunidade”, dom José Gislon, bispo da diocese de Erexim, no Estado do Rio Grande do Sul, afirmou em seu mais recente artigo que o batismo se faz em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e da mesma forma iniciamos a celebração da eucaristia. Para ele, essa confissão pessoal da fé se faz em união com todos os membros da comunidade.

Segundo o prelado, professar com a boca indica, por sua vez, que a fé implica um testemunho e um compromisso público. Ele ainda explicou que o cristão não pode pensar ou ser levado a pensar que crer é um fato privado, pois a fé é uma decisão de estar com o Senhor para viver com ele, e estar com ele nos leva a compreender as razões por que se crê.

“A fé, justamente porque é um ato de liberdade, exige também responsabilidade social do que se crê. Neste sentido, a profissão de fé é um ato pessoal e, ao mesmo tempo, comunitário. Portanto, o ato de fé confessado no Creio que se faz na Igreja, comunidade de fé, esperança e amor, é sinal do reconhecimento que reúne os chamados e convocados por Deus Trino na mesma Igreja”, destacou.

Dom José enfatizou também que quando professamos nossa fé, assumimos um compromisso com a comunidade dos irmãos que participam da mesma Igreja. Assim sendo, completou o bispo, a fé autêntica não pode ser vivida de forma individualista, sem ter presente a vida dos irmãos que fazem parte da comunidade.

Por fim, o prelado ressaltou que a comunidade cristã para viver sua missão deve manter viva a vida de comunhão, de fé e amor fundada em Jesus Cristo e no Espírito Santo. Conforme ele, a comunidade precisa também alimentar a vida de fé na Palavra de Deus e na Eucaristia.

“Uma comunidade fundada no Espírito, cujo primeiro fruto é precisamente o amor, não se fecha em si mesma, mas está aberta à missão, como Jesus depois do batismo. Estamos prestes a encerrar o Ano da Fé em nossa Igreja e ao mesmo tempo celebrando o Ano da Juventude em nossa Diocese. Que os frutos, dos corações tocados pelo Espírito Santo possam ser abundantes para as nossas comunidades e para toda a nossa sociedade”, concluiu. (FB)

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