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Santo Padre: Jesus é a vida e a ressurreição, seu amor crucificado venceu a morte

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 11-11-2013, Gaudium Press) – Com a Praça de São Pedro repleta de milhares de fiéis e peregrinos, o Santo Padre rezou na manhã do último domingo, dia 10, a oração do Angelus, desde a janela da residência pontifícia, no Vaticano.

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O Papa tomou como tema para sua breve meditação o trecho do Evangelho apresentado pela liturgia (Lc 20,27-38 – 32ª Semana do Tempo Comum).

Nele São Lucas nos apresenta Jesus tendo diante de Si os saduceus. Eles negavam a ressurreição dos mortos e sobre esse assunto eles levantam uma questão.

Com o evidente intuito de embaraçar Jesus, eles propuseram-lhe um caso por eles imaginado e que julgavam poder deixar Nosso Senhor mal a vontade:

“Uma mulher tinha tido sete maridos, mortos um após o outro. Os saduceus perguntam a Jesus: De quem a mulher será esposa depois de sua morte? Jesus, sempre manso e paciente, primeiro responde que a vida depois da morte não tem os mesmos parâmetros que a vida terrena. A vida eterna é outra vida, numa outra dimensão em que não haverá matrimônio, que está ligado à nossa existência neste mundo. Os ressuscitados, disse Jesus, serão como anjos e viverão num estado diferente, que agora não podemos experimentar e nem imaginar.”

Contra atacando a maldade dos Saduceus, disse o Papa, Jesus responde e “o faz citando a Sagrada Escritura, com uma simplicidade e originalidade que nos deixam cheios de admiração pelo nosso Mestre, o único Mestre! A prova da ressurreição Jesus a encontra no episódio de Moisés e da sarça ardente onde Deus se revela como o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. O nome de Deus está ligado aos nomes de homens e mulheres aos quais Ele se liga. Essa ligação é mais forte que a morte”.

O Santo Padre ensinou:
“É por isso que Jesus afirma: “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele. Esta é uma ligação decisiva, a aliança fundamental, aliança com Jesus. Ele é a Aliança. Ele é a vida e a ressurreição, porque com o seu amor crucificado venceu a morte. Em Jesus, Deus nos doa a vida eterna, doa a todos, e todos graças a Ele possuem a esperança de uma vida ainda mais verdadeira do que esta. A vida que Deus nos prepara não é um simples embelezamento desta atual: ela supera a nossa imaginação, porque Deus nos surpreende continuamente com o seu amor e sua misericórdia.”

O que se deu em seguida na narração evangélica, indicou o Pontífice, foi o contrário do que esperavam os saduceus: “Esta vida não é referência para a eternidade, para a outra vida que nos espera, mas é a eternidade que ilumina e dá esperança à vida terrena de cada um de nós! Se olharmos apenas com os olhos humanos, tendemos a dizer que o caminho do homem vai da vida para a morte”.

“Jesus inverte essa visão e afirma que a nossa peregrinação vai da morte para a vida: a vida plena! Nós estamos em caminho, em peregrinação para a vida plena e essa vida plena ilumina o nosso caminho! A morte está atrás, não diante de nós. Diante de nós está o Deus dos vivos, está a derrota definitiva do pecado e da morte, o início de um novo tempo de alegria e de luz infinita. Mas mesmo nesta terra, na oração, nos sacramentos e na fraternidade, encontramos Jesus e seu amor, e assim podemos saborear algo da vida eterna. A experiência que fazemos de seu amor e sua fidelidade se acendem como um fogo em nosso coração e aumenta a nossa fé na ressurreição. Se Deus é fiel e ama não pode ser a tempo limitado. Ele sempre é fiel, segundo o seu tempo, que é a eternidade,” finalizou o Papa Francisco. (JSG)

Da Redação com informações Radio Vaticano

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