“Se vivermos a sério a nossa amizade com Jesus não teremos medo da morte", diz o bispo de Frederico Westphalen
Frederico Westphalen (Sexta-Feira, 08/11/2013, Gaudium Press) “Deus de vivos” é o tema do mais recente artigo de dom Antônio Carlos Rossi Keller, bispo da diocese de Frederico Westphalen, no Estado do Rio Grande do Sul. No texto, o prelado fala que Jesus lembra-nos no Evangelho deste 32º Domingo do Tempo Comum C, a propósito dos que morreram, que Deus é Deus de vivos. Os que morrem não desaparecem, porque a alma humana é imortal.
Segundo o bispo, até os povos pagãos acreditavam na imortalidade da alma. Ele explica que o culto dos mortos entre os antigos fala dessa certeza que a própria razão humana pode descobrir. “Nós cristãos, porém, sabemos muito mais acerca da vida para além da morte, porque Jesus nos ensinou. No Credo dizemos: Creio na vida eterna. Sabemos o que nos espera após este caminhar pelo mundo. Sabemos que a vida de verdade é a que vem depois: uma vida que não tem fim, pois seremos como os anjos de Deus”, ela será completa.
Para Dom Rossi Keller, já não viveremos como numa tenda, mas numa habitação eterna que Deus preparou para nós. Ele nos aconselha ainda que vale a pena olhar a morte com a fé e a esperança de quem se sabe filho de Deus e com a certeza de que nos encontraremos com Ele na felicidade plena que sonhamos aqui na terra.
O prelado afirma que no Evangelho deste domingo vemos que Jesus fez a maioria dos milagres a favor dos doentes que vinham ter com Ele: mandou os apóstolos com poder para curar os enfermos, ungindo-os com azeite.
Ainda hoje, enfatiza o Dom Rossi Keller, Jesus continua a ter um carinho especial pelos doentes. Conforme ele, a Igreja, no sacramento da Unção dos Enfermos, quer muitas vezes dar-lhes a saúde, quer dar aos doentes a alegria na doença, a fortaleza e a serenidade para enfrentar o sofrimento e a morte. Dom Antônio destaca que a Igreja quer uni-los de modo especial à Paixão e Morte do Senhor, enchendo-os de consolação e animando-os a colaborar com Ele na salvação do mundo.
“A Santa Unção é um sacramento que os cristãos devem apreciar muito e pedi-lo com prontidão quando estão doentes ou já chegaram à velhice. Devemos procurar que os nossos amigos e familiares o recebam quando vão para o hospital ou estão de cama na sua casa. E não deixar para quando já estão às portas da eternidade. Até porque é um sacramento para dar a cura do corpo quando é para bem da alma. Os sacramentos dão ao doente essa boa disposição que é tão importante para a cura do corpo”, ressalta.
Com relação à primeira leitura do domingo, que é do Livro dos Macabeus, o bispo afirma que ela relata a valentia dos sete jovens macabeus e sua mãe para serem fiéis a Deus: não tiveram medo de morrer no meio de grandes tormentos, quando era tão fácil evitá-los, pois tinham a sua alma iluminada pela fé e pela esperança na vida eterna. Segundo o prelado, assim fizeram os mártires nos primeiros séculos da Igreja: dirigiram-se para o martírio alegres, como quem ia para uma festa, pois sabiam que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há de manifestar em nós.
Por fim, Dom Rossi Keller salienta que este exemplo de alegria e valentia foi e ainda hoje é ocasião para muitos pagãos se converterem à fé cristã. “Ela é a única que pode dar sentido à vida e à morte. Só Cristo tem palavras de vida eterna. Nós cristãos não morremos à toa. Se vivermos a sério a nossa amizade com Jesus, se procurarmos comportar-nos em todo o momento como filhos de Deus, não teremos medo da morte, que será para nós a porta que se abre para o Céu”, conclui. (FB)





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