“Eu creio” reflete os 20 anos do Novo Catecismo
Brasília (Sexta-feira, 08-11-2013, Gaudium Press) Em meio aos 20 anos da publicação do Novo Catecismo, o Monsenhor Antônio Luiz Catelan, assessor da Comissão da Doutrina da Fé, da CNBB, realizou uma série de reflexões sobre temas contidos no Catecismo.
O Monsenhor Catelan destacou que, desde o início, a Fé é valorizada e salientada no seu aspecto pessoal, no “eu creio”, “mas não de modo individual”.
“Imediatamente depois de dizer ‘eu creio’, o Catecismo explica que este ‘eu, que crê’, está inserido em um ‘nós’, que é a Igreja, ‘nós cremos’. ‘Eu creio’ na Fé da Igreja, a Fé que a Igreja me transmitiu por meio dos meus pais, da minha família, dos meus catequistas, da comunidade que eu frequentei, de alguma pessoa que por Providência divina passou em minha vida e me transmitiu esta experiência que agora eu cultivo”, disse.
Para ele, o “eu creio” na Fé, “só é verdadeiro quando ele está ligado ao ‘nós cremos’, que é a Fé da Igreja”.
Continuando, o Monsenhor Catelan afirmou que a expressão é como a continuação no tempo da experiência batismal, pois desde criança, “conhecemos o ritual com o qual a Igreja realiza o Batismo”, “feito em forma de perguntas e respostas”.
“Primeiramente vêm aquelas perguntas a respeito da renúncia, ao demônio, às suas seduções, sua pompa, a tudo que em virtude do pecado nos desune, ao que o próprio catecúmeno ou os seus pais e padrinhos, quando se trata de uma criancinha, respondem que ‘eu renuncio'”, explicou.
Após esta primeira série de interrogações, segundo ele, inicia-se “a experiência da conversão, do abandonar uma vida, vivida a partir de si mesmo, ou a partir de algum ídolo, para viver a partir de Deus”, perguntas estas que indicam o fim de um processo de conversão.
Logo em seguida, surgem outras três interrogações, as quais a pessoa ou seus representantes respondem “Eu creio”: “‘Crês em Deus Pai, criador do céu e da Terra?; crês em Jesus Cristo?’, com todos os complementos do artigo; e depois ‘Crês no Espírito Santo?’, com todos os complementos do artigo do Espírito Santo”.
Finalizando, o Monsenhor afirma que. A partir do “Eu creio”, somos inseridos definitivamente na comunidade crente que é a Igreja, Corpo de Cristo, templo vivo do Espírito Santo. (LMI)





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