Escutar a juventude
Belo Horizonte – Minas Gerais (Terça-feira, 05-11-2013, Gaudium Press) “Os jovens devem ser prioridade na pauta da sociedade”, foi o que escreveu Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte, em seu mais recente artigo, onde retrata o empenho da Igreja Católica para com seus jovens, em meio às celebrações ao longo deste ano, como a Campanha da Fraternidade, a Semana Missionária e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
Para o prelado, “trata-se de um dever de todos reafirmar efetivamente a opção preferencial pelos jovens”.
“Essa dimensão prioritária nasce da importância da juventude, no presente e no futuro da sociedade. É preciso atentar-se para os diferentes cenários em que se inserem os jovens, possibilitando ou impedindo seu desenvolvimento humano”, afirmou.
Segundo Dom Walmor, escutar a juventude é uma exigência desafiadora não apenas à Igreja, mas também para as famílias e instituições, pois é uma tarefa que necessita de um modo próprio de agir, através de novas linguagens e ideias, para, desta forma, refletir valores e construir opções que articulem autonomia e liberdade para eles.
“Dizer que a juventude deve ser prioridade não é demagogia. É uma questão de vida, de futuro. A realidade estampa cenários que requerem esta convicção, para que sejam instituídos processos de serviço, intercâmbio e formação voltados para os jovens. Assim, eles serão devidamente reconhecidos como sujeitos na construção de sua história pessoal, familiar e adequadamente inseridos nas dinâmicas sociais”.
Sobre a questão das drogas, o Arcebispo acredita que elas “tem se tornado uma verdadeira pandemia a ser enfrentada com a coragem profética de colocar, especialmente, os jovens em pauta”, possibilitando alcançar respostas mais rápidas e eficazes para transformar o atual cenário.
Dom Walmor acredita que, além elementos como a educação de qualidade, oportunidade de trabalho e a prevenção e cura da dependência química, que auxiliam na formação integral do jovem, “é urgente compreender o papel educativo completo da espiritualidade no desenvolvimento da juventude.
“Os jovens são sensíveis e têm grande abertura para a descoberta da vocação de serem discípulos e discípulas de Jesus. A espiritualidade a ser oferecida como contato, compreensão e experiência dos valores do Evangelho tem força própria para recompor interioridades e impulso profético no enfrentamento de tudo o que afeta a juventude”, ressaltou
Concluindo, o prelado informou que há um apelo para que nossa Igreja e instituições diversas usem mais seus espaços e recursos a serviço dos jovens, com projetos de arte, cultura, lazer e formação social.
“A Igreja Católica quer ser o lugar da juventude, compreendendo que um tempo novo se consolidará pela coragem de manter sempre os jovens em pauta”, finalizou Dom Walmor. (LMI)
Da redação, com informações Arquidiocese de Belo Horizonte





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