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Rezar pelos que partiram

Rio de Janeiro (Sexta-feira, 01-11-2013, Gaudium Press) “A Sagrada Liturgia nos convida a rezar pelos nossos queridos que faleceram, dirigindo o pensamento para o mistério da morte, herança comum de todos os homens”, afirmou o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, em seu mais recente artigo.dom_orani_joao_tempesta.jpg

Segundo o prelado, no dia da comemoração dos defuntos, todos somos chamados a confrontar-nos com o enigma da morte: como viver bem, como encontrar a felicidade.

“Canta o Salmo: bem-aventurado o homem que doa; bem-aventurado o homem que não usa a vida para si mesmo, mas partilha; feliz o homem que é misericordioso, bom e justo; feliz o homem que vive do amor de Deus e do próximo. Assim vivemos bem e não devemos ter receio da morte, por que estamos na felicidade que provém de Deus e que permanece para sempre”, observou.

Dom Orani explicou que é tradição da Igreja exortar sempre os fiéis sempre a rezarem pelos defuntos.

Quando muitos perguntam por que rezar pelos mortos, escreveu o Arcebispo, o Concílio Vaticano II nos responde que “A Fé, apoiada em argumentos sólidos, oferece uma resposta à sua ansiedade acerca do seu destino futuro, e dá-nos igualmente a possibilidade de uma comunhão em Cristo com os nossos irmãos queridos, arrebatados já pela morte, dando-nos a esperança de que eles encontraram a vida verdadeira junto de Deus” (Gaudium et spes, 18).

Ainda de acordo com Dom Orani, no Dia de Finados, é impossível não recordarmos também como estamos nos preparando para o encontro com Deus, pois “é importante que, ao rezar pelos irmãos que partiram, nós reflitamos sobre o sentido último de nossas vidas”.

“O gesto bonito de marcar missas pelos seus defuntos deve ser revalorizado em nossas comunidades, bem como o de visitar os cemitérios. Não nos esqueçamos de pedir missas pelas almas do purgatório, rezando pelos que são vítimas da violência urbana e pelas almas dos que foram enterrados como indigentes”, ressaltou.

Finalizando seu artigo, o Arcebispo acrescentou: “Da mesma maneira que ajudaríamos em vida os irmãos enfermos, assim, depois de mortos, devemos ter piedade dos fiéis defuntos, rezando pelo descanso eterno de suas almas”. (LMI)

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