"Senhor aumenta a nossa Fé", oração do Papa com os fiéis, na Praça São Pedro
Cidade do Vaticano – (Segunda-feira, 07-10-2013, Gaudium Press) – Durante a Oração do Angelus neste domingo, o Papa Francisco agradeceu a Deus pela peregrinação que acabava de realizar a Assis.
| Gustavo Kralj – Gaudium Presscvo fot |
O Angelus foi rezado desde a janela dos aposentos papais com a Praça São Pedro repleta de peregrinos que acompanharam a oração mariana e ouviram as palavras do Papa na catequese.
O Santo Padre iniciou suas palavras citando o Santo Evangelho do dia: “Naquele tempo, os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta a nossa fé”.
“Também nós como os apóstolos temos de pedir ao Senhor para aumentar a nossa fé pequena e frágil”, comentou o Papa, para logo recomendar que os presentes repetissem com ele: “Senhor aumenta a nossa fé”.
O Papa perguntou qual foi a resposta ao pedido dos apóstolos e respondeu ele mesmo: “Se vocês tivessem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a esta amoreira: Arranque-se daí, e plante-se no mar. E ela obedeceria a vocês. A semente de mostarda é muito pequena, mas Jesus disse que basta ter uma fé pequena, porém verdadeira e sincera para realizar as coisas humanamente impossíveis e impensáveis.”
E continuou afirmando que “todos nós conhecemos pessoas simples, humildes, mas com uma fé fortíssima, que realmente move montanhas! Pensemos, por exemplo, em algumas mães e pais que enfrentam situações muito difíceis ou nos doentes até mesmo terminais que transmitem serenidade para aqueles que vão visitá-los. Essas pessoas, por causa de sua fé, não se vangloriam do que fazem, aliás, como diz Jesus no Evangelho, elas dizem: Somos servos inúteis. Fizemos o que devíamos fazer.”
Mês das missões e a oração
Ainda durante o oração mariana do Angelus, o Santo Padre falou sobre o mês missionário:
“Neste mês de outubro, especialmente dedicado às missões, pensemos nos missionários, homens e mulheres que para anunciar o Evangelho superaram obstáculos de todos os tipos, deram realmente a vida, como São Paulo diz a Timóteo: ‘Não se envergonhe, portanto, de dar testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro; pelo contrário, com a força de Deus, sofre comigo pelo Evangelho.”
“Cada um de nós, disse o Papa, na própria vida cotidiana deve testemunhar Cristo com a força de Deus, a força da fé. Ser cristãos com a vida, com o nosso testemunho”.
“De onde obtemos essa força? De Deus na oração.
A oração, explicou o Santo Padre, é o respiro da fé: numa relação de confiança, num relacionamento de amor, não pode faltar o diálogo e a oração é o diálogo da alma com Deus. Outubro é também o mês do Rosário, e neste primeiro domingo é tradição recitar a Súplica a Nossa Senhora de Pompéia, Beata Virgem Maria do Santo Rosário. Unamo-nos espiritualmente a este ato de confiança em nossa Mãe e recebamos de suas mãos o Rosário. O Rosário é uma escola de oração, o Rosário é uma escola de fé.”
Beato Rolando Rivi
Após a oração mariana do Angelus, Francisco recordou o seminarista italiano Beato Rolando Rivi, beatificado neste último sábado, em Modena. Rolando Rivi foi morto em 1945, por ódio à fé. Ele tinha apenas 14 anos.
Que mal praticou? Qual foi sua culpa? O mal que praticou, a culpa que teve foi de usar uma batina! Sua morte foi fruto de uma violência desencadeada contra o clero, que, na ocasião, condenava, em nome de Deus, os massacres acontecidos imediatamente após a segunda guerra mundial.
O Papa ainda ressaltou da vida do novo Beato: “A sua fé em Jesus venceu o espírito do mundo! Agradecemos a Deus por este jovem mártir, testemunha heroica do Evangelho. Quantos jovens de 14 anos, hoje, têm diante de si este exemplo: um jovem corajoso, que sabia para onde ir, conhecia o amor de Jesus em seu coração e deu a sua vida por Ele. Um exemplo bonito para os jovens”.
Lampedusa
O Santo Padre ainda referiu-se às vítimas do naufrágio na ilha de Lampedusa, sul da Itália, na última quinta-feira, quando centenas de imigrantes perderam a vida. Ele pediu um momento de oração silenciosa pelos homens, mulheres e crianças vítimas da tragédia, dizendo: “Deixemos o nosso coração chorar. Rezemos em silêncio”. (JSG)
Com informações Rádio Vaticano




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