“Que vença a cultura da vida”, deseja arcebispo de Londrina
Londrina (Quarta-Feira, 02/10/2013, Gaudium Press) Com o tema “Semana da Vida e Dia do Nascituro”, dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina, no Estado do Paraná, escreveu o seu mais recente artigo lembrando que esta primeira semana de outubro é dedicada à vida, ou seja, é a Semana na Vida. No texto, ele afirma que o primeiro passo em favor da vida é cuidar, proteger, promover este dom de Deus.
De acordo com o prelado, são muitos e cada vez mais cruéis os ataques contra a vida, sendo o mais covarde ataque a eliminação da vida inocente e indefesa do ser humano em botão, desde a fecundação nas trompas da mãe. “Desde este momento existe um ser humano novo, com todas as potencialidades para nascer e viver. Todo biólogo e cientista sabem disso. Nem eles mesmos teriam nascido caso alguém os eliminasse, já na fecundação. Simplesmente não existiriam”, avalia o arcebispo.
Para dom Orlando é muito cinismo e incoerência cientifica dizer que após a fecundação só existe um aglomerado de células: eis uma mentira cientifica. Segundo o arcebispo, ali já existe toda a infraestrutura, todos os elementos vitais que só irão desenvolver-se nos nove meses de gestação. Ele ainda reforça que na fecundação temos a semente completa do ser humano, pois não lhe será acrescentado mais nada, não haverá nenhum salto qualitativo no desenvolvimento do ser que começou a existir na fecundação.
“O feto, o embrião, o nascituro é um ser humano que tem o direito de nascer, é uma vida humana única e original, é um bebê, já é um filho. Seja pois bem vindo, abençoado, acolhido e protegido. Trompa e útero são santuários e ninhos da vida, que não devem transformá-los em cemitérios. Um ser inocente não pode tornar-se vítima da ciência, da cultura, da política. Pelo contrário, deve ser respeitado por estas instituições que existem para defender e promover a vida”, completa.
O arcebispo destaca que nossa sociedade faz leis contra as palmadas e ao mesmo tempo emana leis que matam vidas inocentes. Há uma “conjura contra a vida” (João Paulo II). Conforme dom Orlando, a glória de Deus é o ser humano vivente desde a fecundação. “Não matarás” é a ordem do Criador, “amante da vida” (Sb 11,26). Até os pássaros fazem seus ninhos no alto das árvores e montanhas para proteger a vida. Esta foi a última reflexão da doutora Zilda Arns, antes dela ser vitimada pelo terremoto no Haiti. A Pastoral da Criança é também Pastoral das Gestantes.
“Temos gestos tão bonitos em favor da vida como a doação de sangue, de medula, de órgãos. Como não se deixar tocar pela nobreza e maravilha da adoção de crianças e adultos? Pastoral do Menor, o Mutirão de Combate à fome, os Mandamentos do Motorista, as Comunidades Terapêuticas, Instituições de proteção à mãe solteira constituem uma verdadeira sinfonia da vida. Não há coerência nem lógica realizar tudo isso em favor da vida e ao mesmo tempo defender e praticar o aborto.”
Por fim, o prelado lembra que todos os esforços em favor da ecologia, dos animais, até dos ovos de tartaruga são louváveis porque indicam cuidado pela vida, e ressalta que da mesma forma devemos cuidar do embrião e ainda com mais zelo e respeito por ser inocente e frágil. Ele salienta que o instinto materno é tão forte que a prática do aborto deixa marcas psicológicas irreversíveis.
“Que nossos médicos cumpram seu juramento de não matar e os encarregados pela reforma do Código Penal, não penalizem a vida frágil e indefesa. Que vença a cultura da vida. O povo brasileiro já se manifestou tantas vezes contra o aborto, vamos, pois defender a cultura da vida. A verdadeira ciência está a serviço da vida”, conclui dom Orlando. (FB)





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