Guardar no coração
Rio de Janeiro (Sexta-feira, 20-09-2013, Gaudium Press) “São muitas iniciativas que ocorrem desde que tivemos aqui no Rio de Janeiro a Jornada Mundial da Juventude. Na realidade, agora é que começamos a escutar a maioria das experiências e ouvir os ecos desse evento que mudou muitos paradigmas de nossa missão evangelizadora”.
Com este parágrafo, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, iniciou seu novo artigo enfatizando as repercussões provocadas pela Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Para ele, “agora é o momento mais importante para um aprofundamento dos acontecimentos”.
Dom Orani, ao escrever sobre a Virgem Santíssima, disse que “como Maria, nós guardamos as ações e sinais de Deus em nossas vidas, em nossos corações, ou seja, em nossa mente, para saborear, aprofundar, rever, agradecer”.
O Arcebispo descreveu que, durante a Primavera que acabamos de iniciar, os primeiros sinais provém de uma “mensagem de um novo nascimento”, pois “são sinais daquilo que celebramos de maneira plena”, como na Páscoa. “Jesus Ressuscitou! E nós O anunciamos a todos os povos”, afirmou.
O prelado contou que tem participado de muitos encontros “em que as experiências acabam sendo colocadas em comum, juntamente em agradecimento a Deus por esse momento por nós vivido” na JMJ, citando o encontro com os padres tanto na Arquidiocese como nas dioceses, os testemunhos dos visitantes de outras cidades e através da comunicação virtual, além dos momentos de ação de graças e partilhas com as paróquias e vicariatos da região.
A criação de um Instituto da Juventude foi, segundo Dom Orani, um dos legados prometidos pela organização da JMJ. “Foram muitos os legados e por isso necessitamos disso para levar adiante essa memória e cultivar as soluções para os novos desafios que sempre ocorrem. Foi um sinal de Deus muito importante e necessitamos continuar cultivando aquilo que foi colocado no coração e na vida de tantas pessoas”, ressaltou.
O Arcebispo declarou que “se fôssemos recolher tantos testemunhos que chegam ou que expressam teríamos muitos volumes de livros publicados, que seriam para crescimento humano e espiritual das pessoas de boa vontade hoje e amanhã”.
Referindo-se à organização da JMJ, ele confessou que, apesar dos problemas, “a ação de Deus superou toda a expectativa”, pois “foi um investimento impagável para a vida de um povo, principalmente do jovem”, enaltecendo as estatísticas de presença da Igreja no país que retrataram “os dons que vivemos nesses dias, e agora, começamos a meditar em suas consequências”.
Abordando a visita do Papa Francisco ao Brasil, Dom Orani destacou a atualização e interpretação do Documento de Aparecida, discursados pelo Santo Padre, além da reunião com os Bispos do Brasil e da Conferência Episcopal Latino Americana (Celam).
Ainda de acordo com o Arcebispo, o acolhimento pelas famílias e paróquias, a presença e o testemunho dos jovens pelas ruas e nas celebrações, além do espírito de alegria transmitido pelo Papa Francisco marcam de maneira esplendorosa a JMJ.
“Sobre esses assuntos, precisaremos nos debruçar com muito afinco e carinho. São preciosidades que necessitamos que venham à tona e nos ajudem a viver ainda mais intensamente a nossa vida e testemunho cristãos nestes tempos de tantas crises, violências, guerras e transformações”.
Finalizando seu artigo, Dom Orani escreveu: “teremos ainda muitos passos a dar. Como Maria, estejamos sempre atentos aos sinais dos tempos e nos coloquemos à escuta do Senhor que nos chama a uma grande missão no mundo de hoje: ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações'”. (LMI)
Com informações Arquidiocese do Rio de Janeiro
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