Católicos argentinos marcham contra proibição do culto à Nossa Senhora nas escolas públicas
Mendoza – Argentina (Quinta-feira, 19-09-2013, Gaudium Press) Um grande número de fiéis católicos se somou à indignação da Diocese de São Rafael (Argentina), contra uma polêmica decisão judicial que proibiu a celebração de atos religiosos em honra à Nossa Senhora do Carmo de Cuyo nas escolas públicas locais. Após a denúncia por parte da Igreja, os cidadãos organizaram uma marcha que reivindicou a devoção popular à Santíssima Virgem e suas expressões públicas. “A medida não respeita a devoção bicentenária que tem o povo de Mendoza com sua Padroeira”, comentou o Padre Fernando Arriague, presente na manifestação.
Os manifestantes reclamaram seu direito de expressar publicamente sua devoção à Santíssima Virgem. Foto: AICA. |
“Com esta decisão está se falseando a história de um povo que sempre venerou Nossa Senhora do Carmo”, acrescentou o sacerdote, que disse desconfiar do motivo pelo qual se preserva a identidade da juíza que proferiu a decisão. A convocatória surgiu de maneira espontânea depois que duas jovens alunas da escola Isabel a Católica programaram um evento através das redes sociais.
As estudantes, Melanie Blanco e Carolina Ojeda, explicaram aos meios de comunicação que decidiram expressar-se porque sentiram que a medida vai contra seus princípios. As organizadoras disseram desconhecer se há alguma ação legal em curso com o fim de reverter a sentença. A proposta da marcha teve grande acolhida entre os habitantes de São Rafael, visivelmente incomodados pela decisão.
Os manifestantes portaram estandartes com a imagem de Nossa Senhora do Carmo de Cuyo e rezaram publicamente com o intuito de rejeitar o que consideram uma violação ao direito de expressar publicamente sua Fé.
Por sua parte, um grupo de membros da Câmara de Deputados de Mendoza anunciou um ato de repúdio à decisão judicial, com várias propostas de declarações que explicam as razões pelas quais o povo de Mendoza exige que a medida seja revertida. “Desconhecer a legitimidade e liberdade dessa adesão multissecular implicaria uma injusta discriminação dos que prestam culto à Virgem Maria como Mãe de Deus e a tem por sua vez como protetora e sua mãe”, afirma um dos textos.
Nas propostas, se reconhece também a importância histórica da veneração da Santíssima Virgem, cuja invocação foi tomada durante o processo de independência do país como “Protetora do Exército dos Andes”, segundo declaração do próprio general José de San Martín. (GPE/EPC)
Com informações da AICA.
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