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Diocese argentina rejeita decisão judicial que proíbe celebrar atos religiosos em escolas públicas

Mendoza – Argentina (Quinta-feira, 12-09-2013, Gaudium Press) O religioso marista Eugenio Magdaleno, Delegado Episcopal de Educação Católica da Diocese de San Rafael (Argentina), rejeitou de maneira enérgica uma decisão judicial que proíbe a celebração do dia de Nossa Senhora do Carmo de Cuyo nas escolas públicas. A decisão foi qualificada como “contrária aos valores mais transcendentais do homem, da cultura e da história”. Dom Eduardo María Taussig, Bispo de San Rafael, e Dom Carlos María Franzini, Arcebispo de Mendoza, estão avaliando quais serão as medidas a serem tomadas para contrapôr à decisão judicial.

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A Virgem do Carmo de Cuyo, de
arraigada devoção e significado
histórico na Argentina.

“Esta medida nos surpreendeu, porque foi anunciada de um dia para o outro”, lamentou o religioso, que denunciou que a juíza Eugenia Ibaceta, do 24º Juizado Civil de Mendoza declarou inconstitucional uma resolução da Direção Geral das Escolas que programava as celebrações da festa do Apóstolo Santiago (Santo padroeiro da província) e de Nossa Senhora do Carmo. A jurista ordenou que “de maneira imediata” se tomem “todas as medidas necessárias” para que “não se comemore este ano o Dia de Nossa Senhora do Carmo de Cuyo” nas escolas públicas da província.

Segundo o Delegado Episcopal, é um erro pensar que celebrar uma festa religiosa viola a liberdade dos não crentes. “Nos atos religiosos, quem não compartilha a religião, neste caso católica, não está obrigado a assistir ou participar”, explicou. Além disso, assinalou que a festa corresponde a identidade cultural da região. ” Nossa Senhora do Carmo de Cuyo está ligada a São Martinho e a formação de seu exército em Mendoza para transpassar Los Andes”, relatou o religioso, “não se pode negar a história”.

O Delegado também insistiu sobre a violação do sentimento religioso popular por parte da juíza, cuja sentença “vai contra a corrente da opinião pública da maioria” da povoação. Magdaleno também expressou que as autoridades eclesiásticas estão estudando de que forma pode contrapôr-se à decisão judicial. “Essa é uma instância superior que deve ser resolvida por Dom Taussig com o Arcebispo de Mendoza e outras organizações que tenham sentido afetadas”, concluiu. (GPE/EPC)

Com informações da AICA.

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