Gaudium news > "A partir do celibato de Jesus instaura-se uma nova maneira de viver", afirma o arcebispo de Porto Alegre.

"A partir do celibato de Jesus instaura-se uma nova maneira de viver", afirma o arcebispo de Porto Alegre.

Porto Alegre (Sexta-Feira, 02/08/2013, Gaudium Press) Com o título “O celibato de Jesus”, dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, escreveu um artigo em que ele afirma que a partir do celibato de Jesus instaura-se uma nova maneira de viver. No início do texto, o prelado recorda que Jesus começa seu ministério proclamando que “o tempo se cumpriu e o Reino de Deus está próximo”.

De acordo com o arcebispo, no Antigo Testamento a lei do levirato obrigava alguém casar com a viúva do irmão para garantir o nome e a herança do povo, assegurando assim a garantia das promessas dadas por Deus a Abraão. E é aqui que entra a questão do celibato de Jesus que, segundo dom Dadeus, elimina esta tradição que incluía o povo no cumprimento das promessas aos antepassados. Ele ainda salienta que Jesus, com seu celibato, garante que já não devemos esperar o cumprimento das promessas para um futuro longínquo, mas que seu tempo já se cumpriu.

“O Reino de Deus está em nosso meio. É festa. Por isso não se pode estar triste. O definitivo está acontecendo. A partir do celibato de Jesus instaura-se uma nova maneira de viver. Milhares de pessoas deixam tudo, inclusive o ideal de constituir família própria que lhes dê posteridade, para seguir o Mestre. E tem consciência de fazê-lo por causa do Reino de Deus. Sentem o convite pessoal, fascinante e profético deste Reino”, completa.

Outro aspecto abordado pelo prelado é sobre a essência da vida cristã, que para ele é o amor, o culto a Deus e a evangelização. Por isso, avalia o arcebispo, no mês de agosto, dedicado às vocações cristãs, colocamos esta tríplice dimensão do Reino como motivação para todo chamado de Deus para o trabalho no seu Reino.

Dom Dadeus explica que a primeira semana, dedicada à vocação presbiteral, tem como eixo a caridade pastoral, onde o amor leva a pessoa chamada a viver para Deus e para o próximo na comunidade paroquial. “Deixa tudo para viver o amor cristão do serviço pastoral no tríplice múnus recebido de Cristo, para o representar junto à comunidade dos fiéis, como homem da Palavra, como Sacerdote dos sacramentos e como Pastor do rebanho.”

Já na segunda semana, enfatiza o arcebispo, os cristãos são levados a viverem o amor cristão em família, pela união conjugal e pela geração e educação de filhos, conformando-se ao Cristo crucificado, que dá sua vida para que outros tenham vida em abundância. Para ele, a Igreja garante que o futuro da humanidade passa pela família, isto é, realiza-se pelo amor familiar que relaciona o casal no amor de Cristo e une os pais e filhos na fecundidade e na doação.

Quanto à terceira semana, o prelado lembra que ela retrata uma vocação especial, que projeta o amor como modelo dos bens definitivos: amor por causa do Reino de Deus, expresso pela consagração total, através de três votos, que o testemunham frente aos bens terrenos, pela pobreza, frente aos outros, pela obediência; frente ao prazer, pela castidade. “Testemunha assim o amor como algo mais sublime. Perpassa todas as fibras do coração”, sublinha ele.

Por fim, dom Dadeus fala sobre a quarta semana, que destaca o amor na construção de um mundo mais justo, fraterno e próspero, pela índole secular dos leigos e leigas. O arcebispo aponta os leigos como sendo a Igreja no coração do mundo e o mundo no coração da Igreja, mostrando que um outro mundo – outro em relação à ganância, em relação à violência, em relação às drogas e à corrupção – é possível.

“Rezamos pelas vocações cristãs para que tenhamos um mundo de mais solidariedade e de uma vivência humana mais pacífica a feliz. Onde reina o amor ali está Deus. Aprendemos a viver melhor a partir do celibato de Jesus Cristo e de seus seguidores mais imediatos, que apontam para o ideal mais sublime da vida”, conclui. (FB)

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