Bento XVI nomeia neurocientista brasileiro para a Pontifícia Academia das Ciências
Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 07-01-2011, Gaudium Press) O Papa Bento XVI fez um importante reconhecimento a um cientista brasileiro nesta quinta-feira: o neurocientista Miguel Nicolelis, docente na Duke University, no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, foi nomeado pelo pontífice membro ordinário da Pontífícia Academia para as Ciências, do Vaticano.
| Prof. Nicolelis é formado em Medicina e tem doutorado em neurofisiologia |
O dicastério é responsável pela discussão e reflexão de temas científicos importantes para a Igreja. Fundado em 1603 sob o nome de Academia dos Liceus, tem entre seus antigos membros Galileu Galilei. Hoje, a Academia reúne 80 acadêmicos pontifícios de diversas partes do mundo nomeados pelo Papa.
O professor brasileiro Miguel A. L. Nicolelis leciona Neurociências, Neurobiologia, Engenharia Biomédica e Psicologia na prestigiosa Duke University, onde também é co-diretor do Centro de Neuroengenharia.
Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo, onde obteve um doutorado em Neurofisiologia antes de partir para os EUA, o cientista se destacou, entre outras coisas, no desenvolvimento e implementação de uma técnica neurofisiológica que permite a medição da atividade dos neurônios de forma simultânea e que se concentra sobre as interações de conglomerados de neurônios por todo o cérebro.
Além disso, o cientista, que é também diretor científico do Instituto Internacional Lily Safra de Neurociências, em Natal (RN), e membro das Academias Francesa e Brasileira de Ciências, desenvolveu uma abordagem integrativa no estudo das doenças neurológicas e psiquiátricas, como o Mal de Parkinson, a epilepsia, a esquizofrenia e transtornos associados à deficiência de atenção, e trabalhou ainda no campo da plasticidade sensorial, do gosto, do sono, das recompensas e do aprendizado.
No comunicado que anunciou o convite feito pelo Papa a Nicolelis, o Vaticano apresenta o neurocientista brasileiro como “um pioneiro no desenvolvimento e implementação de um novo método neurofisiológico” que abriu um “novo campo” nesta área de investigações.





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