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Santa Ágata, mártir: protetora contra os males dos seios, das doenças mamárias

Redação (Quarta-feira, 05-02-2020, Gaudium Press) Você certamente já ouviu várias vezes o nome de Santa Ágata ou Santa Águeda. É a mesma pessoa é uma só Santa.

Como muitos não conhecem a história dessa Santa, vamos transcrever alguns dos mais interessantes traços de sua vida que servem de exemplo e estimulam na caminhada virtuosa para o Céu.

Santa Ágata, mártir protetora contra os males dos seios, das doenças mamárias-Foto Arquivo Gaudium Press1.jpg

Quem foi

Santa Ágata é uma das mais gloriosas heroínas da Igreja primitiva e cuja intercessão a Igreja determinou que fosse invocada diariamente na Santa Missa.

Ela nasceu na Sicília e pertenceu a uma das famílias mais nobres do país.
Ainda muito jovem, Ágata consagrou-se à Deus, pelo voto da castidade.

Perseguida por ser cristã

O governador Quintiano, tendo tido notícia da formosura e grande riqueza de Ágata e acusada do crime de pertencer à religião cristã, mandou-lhe ordem de prisão.

Ágata, vendo-se nas mãos dos perseguidores, exclamou:

“Jesus Cristo, Senhor de todas as coisas, vós vedes o meu coração e lhe conheceis o desejo. Tomai posse de mim e de tudo que me pertence. Sois o Pastor, meu Deus; sou vossa ovelha.
Fazei que seja digna de vencer o demônio”.

Estando diante do governador, este comprovou sua extraordinária beleza e ficou tomado de uma violenta paixão e fez-lhe propostas indecorosas.
Ágata, indignada, rejeitou as impertinências desavergonhadas e declarou ali mesmo preferir morrer a macular o nome de cristã.

Um plano diabólico

Quintiano, falsamente, deu mostras de ter desistiu de seus maus desejos para conseguir coisas piores ainda.

Ele mandou entregar a donzela a uma tal Afrodisia, mulher de péssima fama, para que, na convivência com esta má pessoa, Ágata cedesse.

Nisso ele errou totalmente, pois não conhecia as virtudes de Ágata: Afrodisia nada conseguiu e depois de um trabalho inútil de trinta dias, pediu a Quintino que tirasse Ágata de sua casa.

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Começa o martírio,
reluz a alma de Ágata.
Foto: Arquivo Gaudium Press

Começa o martírio, reluz a alma de Ágata

Aí começou, então, o martírio da nobre siciliana. Tendo-a citado perante o tribunal, o Governador apostrofou-a com estas palavras:

“Não te envergonhas de rebaixar-te à escravidão do cristianismo, quando pertences a nobre família ?”

Ágata respondeu-lhe:
“A servidão de Cristo é liberdade e está acima de todas as riquezas dos reis”.

A resposta a esta declaração foram bofetadas, tão barbaramente aplicadas, que lhe causaram hemorragias no rosto.
Depois desta e de outras brutalidades a Virgem foi metida no cárcere e ameaçada de poder passar por torturas maiores, se não resolvesse a abandonar a religião de Jesus Cristo.

E o tirano governador cumpriu suas promessas:

Ele ordenou que a donzela fosse esticada sobre uma mesa e seus membros fossem desconjuntados; todo o corpo de Ágata foi queimado com chapas de cobre em brasa, e os seios fossem amassados com torqueses e, depois, cortados.

Referindo-se a esta última brutalidade, Ágata disse ao juiz:

“Não te envergonhas de mutilar na mulher, o que tua mãe te deu para te aleitar?”

De novo no Cárcere: o milagre

Após esta tortura, Ágata foi levada novamente ao cárcere, entregue às suas dores, sem que lhe fosse administrado o mínimo tratamento.

Deus, porém, que confunde os planos dos homens, veio em auxílio de sua pobre serva: durante a noite lhe apareceu um venerável ancião, que se dizia mandado por Jesus Cristo, para trazer-lhe alívio e curá-la.

O ancião, que era o Apóstolo São Pedro, elogiou-lhe a firmeza e animou-a a continuar firme no caminho da vitória.

A visão desapareceu e Ágata com muita admiração viu-se completamente restabelecida, inclusive com seus seios curados.

Cheia de gratidão, entoou cânticos, louvando a misericórdia e bondade de Deus.

Os guardas, ouvindo-a cantar, abriram a porta do cárcere e vendo a Mártir completamente curada, fugiram cheios de pavor.

As companheiras de prisão de Ágata aconselharam-na que fugisse, aproveitando ocasião tão propícia para isto.
Ela, porém, disse:

“Deus me livre de abandonar a arena antes de ter segura em minha mão a palma da vitória”.

Novamente no tribunal, diante do juiz

Quatro dias se passaram e ela foi novamente apresentada ao juiz.

O espanto dele foi grande e ele teve um misto de pavor e admiração vendo-a completamente restabelecida.

Ágata disse-lhe:
“Vê e reconhece a onipotência de Deus, a quem adoro. Foi ele quem me curou as feridas e me restituiu os seios.
Como podes, pois exigir de mim que o abandone? Não, não poderá haver tortura, por mais cruel que seja, que me faça separar-me do meu Deus”.

Mis tormentos… e os castigos de Deus

O juiz não mais se conteve. Deu ordem para que Ágata, fosse rolada sobre cacos de vidros e brasas.

No mesmo momento a cidade foi abalada por um forte tremor de terra. Uma parede, bem perto de Quintiano, desabou e sepultou dois seus amigos.

O povo, diante disto, não mais se conteve e em altas vozes exigiu a libertação da Mártir, dizendo:

“Eis o castigo que veio, por causa do martírio da nobre donzela. Larga a tua inocente vítima, juiz perverso e sem coração !”

Fé mais forte que os tormentos

Ágata voltou ao cárcere e lá chegada, de pé, os braços abertos, orou a Deus nestes termos:

“Senhor, que desde a infância me protegestes, extinguistes em mim o amor ao mundo e me destes a graça de sofrer o martírio, ouvi as preces da vossa serva fiel e aceitai a minha alma”.

Santa Ágata acreditava que a morte seria um feliz final para suas torturas.

Os carrascos tinham o cuidado para não deixa-la morrer e carregaram o seu corpo alquebrado de volta a cela, enquanto ela orava pela liberdade.

Naquele exato momento um terremoto sacudiu a prisão e ela então veio a falecer.

Deus ouviu a voz de sua filha e recebeu-a em sua glória no ano 252.

Milagres e fatos da Santa

Faz cessar a erupção do Vulcão Etna: Passado um ano depois da morte da Santa, a cidade de Catania assistiu apavorada, uma erupção do Vulcão Etna.

O povo, em sua indizível aflição, quando viu as ondas da lava incandescentes ameaçar a cidade, correu ao túmulo da Santa, tomou o véu que cobria o seu rosto e estendeu-o contra a torrente de fogo.
Imediatamente o perigo estava afastado.

Santa Ágata também curou a mãe de Santa Luzia em um visão.

Ela é a padroeira da Catania e é invocada contra terremotos e erupções e incêndios.

Uma santa que resiste a tais torturas é muito reverenciada e o local de sua tumba é um local sagrado para os cristãos.

São Gregório Magno tomou a igreja dos Góticos em Roma, e a consagrou a Santa Ágata.
A Igreja de Santa Ágata está lá até hoje, para lembrarmos dela.

Surgiram pinturas de Santa Ágata carregando seus seios cortados em um prato, foram confundidos com pães e isto levou a prática dos “pães de Santa Ágata”, que são distribuídos no dia da santa para combater uma grande variedade de doenças e infortúnios.

Sua intercessão como padroeira de Malta é creditada, como tendo preservado a ilha dos Turcos em 1551.

A sua tumba está na Catania, Sicília e o seu véu está num santuário na Catedral de Florença.

Várias igrejas são dedicadas a ela.

Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada como uma mártir com uma palma e os dois seios em um prato ou as vezes com os seios em duas pinças ou coroada com palmas.

Ela está representada no mosaico de Santo Apolinário Nuevo, em Ravenna, Itália e em outro mosaico, mostrando seu martírio por Sebastião del Piombo, no Palácio del Pitti em Florença, Itália

As Relíquias

As relíquias da santa foram levadas a Constantinopla em 1040 por um general bizantino, em 1126 dois soldados (talvez franceses), Giliberto e Goselino, furtaram os restos mortais de Águeda, que foram entregues ao bispo Maurício no Castelo de Aci.

Em 17 de agosto de 1126, as “relíquias” voltaram ao duomo de Catânia, onde até hoje permanecem em nove relicários: cabeça e busto, mãos, braços, pés e pernas, os seios o Santo Véu.

(JSG)

 

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