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Perseguição religiosa: Bispo volta a ser preso, após festas do Ano Novo chinês

Pequim – China (Quarta-feira, 22-01-2020, Gaudium Press) Por alguns dias as autoridades comunistas chinesas deixaram em liberdade, na Província de Hebei, Dom Agostino Cui Tai, Bispo de Xuanhua, um bispo fiel à Igreja e que se encontra encarcerado desde 2007.

Perseguição religiosa-Bispo volta a ser preso após festas do Ano Novo chinês - Foto Asia News.jpg
Dom Agostino Cui Tai,de Xuanhua, China, 
Bispo fiel à Igreja que se encontra encarcerado desde 2007.
Foto “Asia News”

Uma “liberdade” relativa, muito relativa, pois, -conforme informa a agência “Asia News”- pelas disposições das autoridades comunistas, assim que sejam concluídas as celebrações do Ano Novo chinês, que começam no próximo dia 24 de janeiro, ele deve voltar para o cárcere.

A polícia permitiu que o Prelado passe as festas com sua irmã idosa.

Dom Cui Tai

Dom Cui Tai, de 69 anos, é reconhecido pela Santa Sé, mas não pelo governo comunista chinês, que o pressiona para assinar a adesão à igreja “independente” ou oficial.

A prisão do Bispo em 2007 aconteceu de maneira ilegal, sem nenhum tipo de processo jurídico. seu crime é o de não renegar sua fidelidade a Roma.

Durante esses anos, o Bispo foi frequentemente preso em diferentes centros de detenção secretos ou em hotéis, ou levado para “viagens” forçadas acompanhadas por funcionários do governo.

Igreja Católica Subterrânea, Catacumbal

Na China existe uma denominada Associação Patriótica Católica Chinesa que é controlada pelo governo comunista e a Igreja Católica que as autoridades chamam de “clandestina”, subterrânea, catacumbal, não oficial, e não reconhecida pelo regime, mas que se mantem fiel à Santa Sé , por isso é perseguida.

Diz o Pe. Bernardo Cervellera, especialista em Igreja Católica na China e editor da agência de notícias ‘Asia News’:

Na prática, -disse ele em 2019- mais do que uma “reconciliação” entre a Associação Patriótica e a Igreja clandestina ou subterrânea, com o acordo provisório entre China e Vaticano para a nomeação de bispo, assinado em 2018, “há uma grande pressão sobre a comunidade subterrânea com forte interferência na vida da Igreja”.
(JSG)

 

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