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Os transcendentais: as marcas de Deus em nosso mundo

Estados Unidos – Phoenix (Terça-feira, 24-09-2019, Gaudium Press) O Bispo de Phoenix, Estados Unidos, Dom Thomas Olmsted, iniciou uma nova série de artigos catequéticos no informativo diocesano ‘The Catholic Sun’. Nesta ocasião, o prelado expõem os ensinamentos da Igreja sobre os ‘Transcendentais’: a verdade, a bondade e a beleza.

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Um caminho para Deus

Estas realidades “não somente ‘transcendem’ ou existem independentemente das coisas materiais, mas que, quando prestamos atenção e tratamos de detectá-las no mundo físico, nosso coração e nossa mente podem ser atraídos para cima, até Deus”, expôs o Bispo. “Ao nos criar à Sua imagem e semelhança, Deus colocou em nosso coração um desejo de perfeição e plena realização. Nunca estaremos satisfeitos com um pouco de verdade, um pouco de bondade e um pouco de beleza. Sempre desejaremos a Verdade, a Bondade e a Beleza sem limites”.

Esta necessidade da conta do anelo natural do contato com Deus, que o Beato Fulton Sheen descreveu poeticamente em um texto citado pelo Bispo: “Pode muito bem significar que quando Deus criou cada coração humano, guardou uma pequena mostra no céu, e enviou o resto ao mundo do tempo, onde a cada dia aprenderia a lição de que nunca poderia ser realmente feliz, que nunca poderia estar realmente totalmente apaixonado, que nunca poderia ser realmente um coração inteiro até que retornasse a Cristo Ressuscitado em uma Páscoa eterna, até que voltasse ao intemporal para recuperar a mostra que Deus havia guardado para ele desde toda a eternidade”.

“Ao desejar possuir a Verdade, a Bondade e a Beleza, estamos buscando a Deus, porque se encontram em Deus como absolutos. Deus não tem estes atributos: Ele é Verdade, Bondade e Beleza”, recordou o prelado. “Os Transcendentais estão intrinsecamente entrelaçados; onde há verdade, também há beleza e bondade”. Estes transcendentais se encontram e se identificam na pessoa de Cristo, encarnação de Deus e manifestação do Pai celestial.

Proteger a verdade, a bondade e a beleza

O prelado alertou que estas realidades se “minimizam e minam” na cultura atual, substituindo-os por uma versão subjetiva para que não se centrem em Deus, mas em si mesmo, fazendo-se cada um dono de uma “verdade pessoal”, julgando a beleza como uma opinião pessoal e negando a existência de uma bondade intrínseca para reclamar unicamente o que é conveniente para cada pessoa. “Vivendo em uma sociedade tão secularista, existe o perigo de nos acostumar-nos a perseguir coisas que são menos verdadeiras, boas e belas”, lamentou. “Inclusive se nosso coração está feito para a Verdade, a Bondade e a Beleza, podemos cair no perigo de acomodar-nos ao falso, ao mau e ao feio”.

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“Ninguém escolhe o que acredita que é mal. No entanto, podemos encontrar-nos buscando somente um bem aparente. As más decisões podem ser tomadas devido à compreensão defeituosa dos valores reais”, alertou Dom Olmsted. “A história do pecado de Adão e Eva ilustra como sucedeu isto: ‘Quando a mulher viu que a árvore era apetitosa para comer’, (bondade) ‘agradável à vista’, (beleza) ‘e desejável para adquirir discernimento’, (verdade) ‘tomou de seu fruto e comeu; depois o deu ao seu marido, que estava com ela, e ele também comeu'”.

O prelado recomendou aprofundar na contemplação dos transcendentais para admirar “o caminho que proporcionam para tomar decisões em nossa vida” e anunciou profundeza em cada um desses artigos posteriores. (EPC)

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