Venezuela e Missões – destinos preferidos para as “partilhas quaresmais” portuguesas
Lisboa – Portugal (Quinta-feira, 07-03-2019, Gaudium Press) A Quaresma é um tempo de 40 dias que tem início com a celebração de Cinzas, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa.
As dioceses portuguesas no que se refere ao destino das “partilhas quaresmais” recolhidas neste período visam a solidariedade interna de Portugal e convida as suas comunidades a não esquecerem as muitas outras populações que passam dificuldades um pouco por todo o mundo, sobretudo no continente africano.
A prioridade em 2019 está orientada mais para a ajuda a projetos missionários, sobretudo os realizados em países lusófonos, e o apoio a dioceses da Venezuela visando favorecer a resolução da crise naquele país.
Isto é o que se vê nas várias mensagens publicadas pelas dioceses portuguesas.
Chama a atenção
Chama a atenção aquelas mensagens que informam que as partilhas dedicadas a este tempo quaresmal, serão destinadas ao favorecimento de dioceses Venezuelanas.
O intuito, como se afirma, é de ajudar na solução da crise social oriunda da situação de instabilidade política e social que persiste na Venezuela, e que afeta numerosa comunidade de emigrantes de origem portuguesa que lá vivem.
Diocese de Funchal
Dom Nuno Brás, bispo de Funchal, no Arquipélago da Madeira, território do qual é originária uma boa parte da comunidade portuguesa radicada na Venezuela, é um dos principais promotores deste gesto de solidariedade fraterna.
O bispo salienta a urgência em “ajudar os madeirenses que lá estão e passam por um momento muito difícil na sua vida”.
O convite à solidariedade em relação aos “irmãos venezuelanos” estende-se também a várias outras dioceses nacionais, como Porto, Évora e Viseu, que recordam os muitos homens e mulheres, crianças e jovens “sofredores” e com “necessidades testemunhadas” por toda a comunidade internacional.
Patriarcado de Lisboa
O cardeal-patriarca de Lisboa afirma em sua mensagem para a Quaresma que a “vastidão e peso dos problemas”, como a proteção de menores na Igreja, gera “contradições” que não devem levar à paralisação e apela à solidariedade para com a Venezuela.
Dom Manuel Clemente disse que a renúncia quaresmal deste ano, no Patriarcado de Lisboa, será para corresponder ao “apelo da Cáritas da Venezuela” e ao pedido de “proximidade e comunhão com os mais pobres do seu país, nas dramáticas circunstâncias em que vivem”.
Diocese de Setúbal
O bispo de Setúbal Dom José Ornelas explica que a Quaresma na diocese será marcada por “atitudes reais de encontro/partilha”.
O Prelado explica também que a renúncia quaresmal se destina a “alimentar o Fundo Diocesano de Emergência” e para a Igreja na Venezuela.
“Criou-se o bom costume de ter um objetivo comum da nossa diocese, como abertura a quem mais precisa através da nossa privação e jejum.
Este ano, a nossa renúncia quaresmal terá, como é hábito, dois objetivos, sendo um de solidariedade interna de Setúbal e outro de abertura às necessidades do mundo”, disse Dom José Ornelas.
Em sua mensagem o bispo diocesano explica que a “partilha mais próxima” é para “alimentar” o Fundo Diocesano de Emergência, que “assiste as situações especiais de carência”, e a partilha universal destina-se a “ajudar” a Igreja na Venezuela na “crise extrema dos pobres que a ela recorrem”.
Aveiro: esforço solidário em nome da Venezuela
Dom Antônio Moiteiro, bispo da Diocese de Aveiro, na mensagem distribuída à imprensa, realça que “a Quaresma um tempo de renovação e conversão interior, os católicos são chamados a cultivar um estilo de vida simples e austero, partilhando os seus bens com os mais necessitados”.
A Diocese de Aveiro, informou o Bispo, vai dedicar a renúncia quaresmal deste ano para o apoio à Venezuela. Um país que conta com um grande contingente de emigrantes portugueses e que passa “por momentos muito difíceis quer na vivência como povo quer na satisfação de necessidades básicas”, como “a alimentação e a saúde”.
Dom Antônio recorda que a Venezuela é um país a quem a Diocese de Aveiro é especialmente “devedora”, pelo “contributo partilhado anteriormente com tantas paróquias e centros sociais da região”.
Vários grupos de migrantes que saíram da Venezuela, devido à crise, estão atualmente radicados na região de Aveiro, em Estarreja e em outras localidades da diocese, e têm conseguido integrar-se da melhor forma na sociedade, são mesmo já considerados uma importante alavanca da economia da região.
D. Antônio Moiteiro realça ainda que, sendo a Quaresma um tempo de renovação e conversão interior, os católicos são chamados a cultivar um estilo de vida simples e austero, partilhando os seus bens com os mais necessitados”. (JSG)





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